Para ministro, ex-presidente da Anac faz demagogia

Jobim foi irônico e afirmou que o assunto Zuanazzi é ''''página virada''''

Tânia Monteiro, O Estadao de S.Paulo

01 de novembro de 2007 | 00h00

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, foi irônico ao comentar a saída do presidente da Anac. "O senhor Milton Zuanazzi disse que não gostaria de trabalhar comigo e efetivamente não deveria trabalhar, tendo em vista que o nosso trinômio é segurança, regularidade e pontualidade, sendo a segurança o ponto principal. Se este trinômio não serve, não serve o trabalho (dele, Zuanazzi). E vamos virar a página", comentou Jobim, em audiência pública, na Câmara, ao "agradecer" a colaboração de Zuanazzi e o fato de ele ter esperado a nomeação dos três novos diretores da Anac para se afastar, "evitando que a agência ficasse acéfala", conforme tinha alegado o ex-presidente.Para Jobim, esse assunto está "encerrado". "Nós fixamos um tipo de metodologia e ele não concorda. A solução é sair mesmo. Então, está resolvido. Esse é assunto passado. Agora vamos à recomposição da Anac e nós vamos à efetiva articulação entre os três pilares do sistema - Decea, Anac e Infraero". Jobim reagiu também com ironia às declarações de Zuanazzi de que a sua proposta de aumento na separação entre o espaço das poltronas nos aviões levaria a uma redução do número de assentos e, conseqüentemente, à elevação do preço das passagens, tirando os pobres dos aeroportos. "É uma frase demagógica, não é verdade? Isso é absolutamente demagógico."Sobre as afirmações do ex-presidente da Anac de que o Brasil não poderá receber a Copa de 2014, por causa da falta de infra-estrutura nos aeroportos, Jobim, mais uma vez, ironizou: "Ah!! Ele veio dizer isso agora?"

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