Para ministro, oposição forte é bom para governo

Do lado tucano, Aécio diz que há 'ajustamento' no PSDB, e não crise, e Alckmin descarta, por ora, fusão com o DEM

Fausto Macedo, Tomas Okuda e Marcelo Rehder, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2011 | 00h00

Enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, rechaçavam a existência de uma crise no PSDB, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, afirmava que o enfraquecimento da oposição não é desejável numa democracia. "Uma oposição forte e democrática é boa para nós. Durante os oito anos do governo Lula, convivemos com uma oposição pujante, e isso foi importante para o governo", afirmou.

Para o petista, a criação de um novo partido, o PSD, formado por Gilberto Kassab, é um "rearranjo natural na evolução política". "Nós temos tanta coisa para fazer na vida que não dá tempo para ficar olhando muito para detalhes do que acontece com outros partidos. Eu não quero me pronunciar sobre o partido do Kassab, o PSDB. Eles têm os problemas deles. Nós já temos muitos problemas no nosso governo para ficarmos preocupados com o que acontece do outro lado. Essas coisas, como já dizia o velho Ulysses (Guimarães), são como nuvens, que uma hora estão de um jeito, outra hora de outro", disse Carvalho.

Segundo Aécio Neves, o PSDB é um dos partidos mais vigorosos do País. "Os partidos sempre passam por mudanças. Não sei o sentido desse ceticismo que vejo em algumas análises", afirmou.

Aécio também comentou a debandada tucana. Na semana passada, Walter Feldman, um dos fundadores do partido, anunciou sua saída, depois de seis vereadores do PSDB já terem feito o mesmo. "Claro que ninguém quer perder companheiros. Mas trata-se de uma questão local, que não abala a estrutura do partido." Para ele, o momento é de "ajustamento". Alckmin considerou de "difícil" concretização a fusão do PSDB com o DEM. "Nesse momento acho difícil, mas é preciso manter o diálogo".

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse considerar importante que o PSDB supere a crise. "Não queremos um país monolítico, com um partido, ou com um a opinião apenas sobre as coisas."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.