Para PF, rastrear origem dos reais será mais difícil

O superintendente da Polícia Federal em Cuiabá, Daniel Lorenz, admitiu nesta quarta que o rastreamento dos dólares é uma coisa mais fácil de se realizar, do que descobrir a origem dos R$ 1.160 milhão em moeda nacional, que "é um dinheiro que não passou recentemente pelos bancos", afirmou. Segundo Lorenz, era um dinheiro estocado, talvez uma sobra de campanha no Rio de Janeiro. O delegado que investiga os possíveis envolvidos com o dossiê contra tucanos, Diógenes Curado, está fora de Cuiabá há três dias, participando de diligências no Rio. Rastreamento de chamadasA Polícia Federal também confirmou que está levantando o sigilo de cerca de 800 linhas telefônicas, e que muitas das chamadas passam pelo Palácio do Planalto, o que, segundo um policial, pode não significar nada, podendo ser ligações entre amigos ou parentes.Nesta terça, um balanço parcial dos rastreamentos mostra que, das 2,8 milhões de chamadas de 56 mil aparelhos, 380 mil partiram ou se destinaram à Presidência da República. A PF informou também que até o momento foram processadas 1,6 milhão de transações financeiras, a partir do cruzamento de 43,7 mil contas. No total, foram processados 66,2 mil dados. O principal objetivo do inquérito, nesta nova etapa, é desvendar a origem de todo o dinheiro - R$ 1,75 milhão - destinado à compra do dossiê, apreendido em poder dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha num hotel de São Paulo, em 15 de setembro passado. A origem dos dólares está praticamente desvendada.Colaborou Vannildo Mendes

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