Para pilotos, proposta não atinge horário de pico

A restrição de horário de vôos de helicópteros proposta pela Prefeitura deve causar apenas uma mudança "sutil" no setor. É o que diz o piloto Eduardo Fonseca, da Aeromaster Táxi Aéreo. Outros três profissionais da área ouvidos pelo Estado afirmam que a mudança não causará grandes transtornos às empresas de táxi aéreo, mas reclamam das limitações. "Essa restrição de horário é muito sutil. Essa faixa das 22 horas irá restringir poucos usuários, pois após esse horário não há muita operação. O pico é entre as 17h30 e 18 horas e de manhã", disse Fonseca.Em relação à construção de helipontos em áreas residenciais, o piloto afirma que a maior concentração está nas áreas comerciais como Itaim, Moema e região das Avenidas Faria Lima e Paulista. Para Fonseca, já há muita restrição na área em São Paulo. "Voamos em rotas específicas e nosso vôo na região de Congonhas é controlado." Nelson Gomes, piloto da LRC Táxi Aéreo, concorda com Fonseca. "O usuário não usa helicóptero só para negócios, mas para fugir do trânsito. Se morar na Granja Vianna e sair depois das 22 horas do trabalho vai ter de enfrentá-lo."Para Ricardo Vacariuc, piloto da Interceptor Táxi Aéreo, a limitação não causará problemas ao setor. "Toda restrição é prejudicial, mas é possível fazer acomodações. Quase ninguém utiliza helipontos depois das 22 horas." Guilherme Fiorindo, colega de Vacariuc na Interceptor, diz que a restrição não resolve o maior problema: o barulho, mais intenso durante o dia.

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