Para Polícia, ataques a ônibus e viatura são ´atos isolados´

Embora a Polícia esteja "em nível de alerta acima do normal", a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo tentou agir rápido para diminuir o impacto do ataque a três ônibus, incendiados nesta terça-feira em São Paulo. Logo no início da madrugada de quarta-feira, o secretário Ronaldo Marzagão convocou entrevista coletiva, na sede do Comando da Polícia Militar, com o objetivo de desvincular os ataques a uma possível represália do Primeiro Comando da Capital (PCC) a transferências de detentos do Presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. "É preciso que se coloque as coisas nos seus devidos lugares. Que não se dêem aos episódios dimensão maior do que eles realmente têm", disse. No começo da entrevista, Marzagão quis demonstrar aos repórteres que o que ocorreu não é motivo para se criar um clima de terror e que são atos isolados. No entanto, teve de admitir que o principal efetivo de ação da polícia, incluindo grupos de elite como GER, GARRA e GOE, está em prontidão para agir. Em poucas palavras, o secretário disse que "a polícia está sempre em alerta". Leia trechos da entrevista coletiva concedida pelo secretário: Os ataques foram confirmados? Marzagão: É preciso que se coloque as coisas nos seus devidos lugares. Que não se dêem aos episódios dimensão maior do que eles realmente têm. O que ocorreu foi que três ônibus de uma mesma empresa foram incendiados no ponto final sem que houvesse qualquer vítima. Apenas de outra parte há uma investigação se houve efetivamente tiros direcionados a uma viatura da PM que estava estacionada sem nenhum policial dentro na frente de uma estação. O policial estava dentro da estação. O assunto está sendo verificado. Achou-se um cartucho numa ponte. É isso que aconteceu. A polícia está presente, a polícia está trabalhando, a polícia está nas ruas, de modo que não há nenhuma razão para qualquer tipo de alarme O que teria motivado esses ataques? É o que está sendo investigado. O que teria motivado? O que ocorreu tem relação à movimentação de presos nos raios em Presidente Venceslau? Todas as hipóteses estão sento examinadas. Por enquanto não há uma definição. Chegou à polícia algum alarme anterior aos ataques? Sobre técnicas de investigação e métodos de investigação é evidente que eu não vou falar numa entrevista pública. Por motivos óbvios. Mas seriam ataques do PCC? Essa questão de técnica de investigação é uma questão sigilosa que eu não vou falar. Mas depois dos ataques não houve um reforço no efetivo da polícia? Diante de uma situação desta é natural que a polícia eleve a sua situação de alerta. Foi elevada a situação de alerta, e mais nada. Os ataques estariam relacionados à prisão de Magrão, acusado de ser o mandante do assassinato de Wellington Segura, direto do CDP de Mauá? Como eu disse não há nenhuma hipótese no momento excluída, as questões estão sendo investigadas. É isso que eu tenho a dizer. Mas não está claro que seja do PCC a autoria dos ataques? Os fatos estão sendo investigados. Seria precipitado falar qualquer coisa. Já houve caso de outro incêndio de ônibus que foi causado por concorrência no setor de transporte e nada mais. Mas esse estado de alerta seria necessário se fosse apenas uma questão de concorrência no setor de transporte? Não vou falar sobre o alerta porque isso faz parte de um contexto de investigação da polícia. Obrigado, boa noite. Mas polícia está em alerta? A polícia esta sempre em alerta. Há níveis de alerta. Mas qual é o nível no momento? Nível intermediário. Mas por que GER, GARRA, GOE, tudo isso nas ruas? O que vocês acham que a polícia deveria fazer numa situação destas? Estamos num nível intermediário. Nível mais alto é para uma outra situação. Policiais não foram chamados para reforçar os plantões? Estamos num nível intermediário, acima do normal, mas ainda está num nível intermediário. Muito obrigado e boa noite.

Agencia Estado,

07 Fevereiro 2007 | 04h02

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