Para Polícia, crimes de ex-estagiária têm motivação passional

A polícia não tem mais dúvidas de que os crimes praticados pela administradora de empresas Carolina de Paula Faria dos Santos, de 22 anos, tiveram motivação passional. Nesta sexta, o gerente da indústria petrolífera Petrocoque, identificado como Hélcio, prestou depoimento e confirmou ter tido um breve relacionamento com Carolina, embora ambos fossem casados.A partir do relato, a equipe do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) de São Bernardo do Campo conseguiu comprovar o envolvimento de Carolina na tentativa de homicídio sofrida pela mulher do gerente. Hélcio contou que sua mulher havia sido vítima de tentativa de seqüestro em 6 de setembro, quando foi abordada por um Corsa branco. Depois de gritar, se livrar de uma gravata e se jogar no chão para escapar, ela anotou as placas do veículo, que saiu em disparada. Trata-se do mesmo Corsa usado por Carolina para, com a ajuda de alguns rapazes, matar a tiros Mônica Torres Cruz de Almeida, de 42 anos.Com o depoimento do gerente, a história está completa. Segundo o delegado titular do Garra, Paul Henry Bozon Verdurás, Carolina queria um emprego na distribuidora de petróleo para, provavelmente, ficar perto do gerente Hélcio, por quem se dizia apaixonada.Para isso, ela precisava da vaga de assistente de Planejamento Financeiro na Petrocoque, onde havia feito um estágio. Nessa vaga, teria contato com Hélcio. Como não conseguiu, Carolina atacou a mulher do gerente. Em 18 de novembro, tentou matar a tiros a nova dona da vaga, Renata Borelli, de 24 anos, que foi ferida com um tiro no ombro e entrou em licença. Renata foi substituída no cargo por Mônica, que ficou apenas nove dias na função antes de ser morta com cinco tiros, em 29 dezembro, quando ia trabalhar.Carolina, que está presa no 7º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, deve ser indiciada por um homicídio e duas tentativas de homicídio. Se condenada, pode pegar pena de 25 a 30 anos de detenção. A Polícia prendeu dois rapazes que participaram dos crimes ao lado dela e estão detidos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo.Outros dois rapazes envolvidos na quadrilha organizada por Carolina continuam foragidos: Aislan Dionísio do Nascimento, de 24 anos, e Everton Moura Andrade, de 19. A polícia acredita que poderá prendê-los no fim de semana. A Agência Estado tentou falar com o advogado de Carolina, que não foi localizado.

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