Para Polícia, tentativa de assalto não teve conotação política

A tentativa de assalto a um carro-forte, com tiroteio no pátio do prédio 40 da PUC, onde ocorrem as principais atividades do Fórum Social Mundial, não tem qualquer conotação política, assegurou o delegado Ivan Pompílio Dias, do Departamento de Investigações Criminais da Polícia Civil gaúcha, após o primeiro dia de investigações. "Isso é movimentação comum de quadrilhas", avaliou, lembrando que o local estava quase deserto - os participantes do Fórum começaram a chegar meia hora depois - e a rota de fuga, pela avenida Ipiranga, ao amanhecer de domingo, permite um deslocamento rápido para diferentes zonas da Região Metropolitana.Os assaltantes se fizeram passar por participantes do Fórum Social à espera da abertura das portas do prédio. Quando o carro-forte da empresa de segurança Prossegur chegou ao local para repor dinheiro nos caixas eletrônicos do Banrisul, às 7h05min, o grupo de quatro pessoas tentou render a escolta e disparou alguns tiros contra o veículo blindado. O motorista reagiu e atingiu um dos assaltantes com um disparo de espingarda. A quadrilha fugiu num Marea, que foi abandonado a poucas quadras da PUC e trocado por um Kadett.O assaltante ferido foi levado pelos companheiros ao Hospital Conceição, que chegaram ao local dizendo estarem prestando socorro a um baleado encontrado na rua. Um médico constatou o óbito antes que o corpo fosse retirado do carro e orientou o grupo a levar o cadáver ao Plantão Policial do Hospital Cristo Redentor. Para não serem identificados, os assaltantes preferiram abandonar o corpo nas proximidades do Porto Seca, na Zona Norte. O incidente deste domingo foi o segundo ocorrido no "território" do Fórum Social Mundial. No quinta-feira, uma briga de pessoas que estavam próximas ao Acampamento Mundial da Juventude resultou na morte, a facadas, de um catador de latas.

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