Para psiquiatra, Sobel não tem sintomas de cleptomania

O psiquiatra forense Guido Palomba diz que, isoladamente, o crime supostamente cometido por Sobel não pode ser classificado como um caso de cleptomania. Segundo o médico, pessoas que sofrem esse tipo de transtorno costumam praticar furtos compulsivamente.Além disso, diz ele, os crimes envolvem objetos sem muito valor. ?Os cleptomaníacos furtam pelo prazer do ato. São flagradas furtando tampinhas de pneus, por exemplo. Pelas notícias, não me parece ser o caso do rabino?, diz Palomba.Na opinião dele, Sobel pode ter apresentado um ?estreitamento de consciência?, denominado estado crepuscular pela literatura médica. ?Por um momento, a pessoa perde a noção da gravidade de seu ato?, explica o psiquiatra.Para que isso ocorra, diz Palomba, é preciso que haja uma predisposição do indivíduo, seguida de múltiplos fatores desencadeantes. ?Pode ser stress, consumo de bebidas, ingestão de remédios.? (Patrícia Campos Mello, Bruno Tavares e Rodrigo Brancatelli)

Agencia Estado,

30 de março de 2007 | 01h37

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