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Para relatora da ONU, polícia do Rio mata e continua impune

Depois de quatro dias no Rio de Janeiro, a relatora especial da ONU para casos de execuções sumárias, a paquistanesa Asma Jahangir, concluiu que policiais continuam cometendo assassinatos e permanecem impunes, apesar de autoridades não terem lhe passado informações precisas solicitadas por ela sobre o assunto.Asma criticou o secretário de Administração Penitenciária do Rio, Astério Pereira dos Santos, e também a ouvidora de polícia, Maria do Carmo Alves Garcia. "Para minha tristeza, esses casos (de execução) continuam acontecendo e há autoridades que te olham no olho e dizem que está tudo bem. Ou eles não entendem a gravidade da situação, ou não têm sensibilidade para o que está acontecendo aos filhos do Rio de Janeiro", afirmou, referindo-se ao secretário Santos.Segundo a relatora, o secretário informou que a única morte ocorrida em presídios do Rio nos últimos três anos foi a do comerciante chinês Chan Kim Chang, no mês passado. Asma disse ter recebido informações de outros casos. Na avaliação da relatora, Maria do Carmo não tem independência para receber denúncias contra policiais nem tempo hábil para avaliá-las. Segundo Asma, os números informados pela ouvidora não batem com os informados pela Polícia Civil. "Com esse sistema que eu vi aqui, é muito difícil se conseguir justiça", disse. Asma viaja nesta terça-feira para Brasília, onde se encontra com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relatora disse que fará um resumo do material que recolheu nos seis Estados onde esteve, além do Distrito Federal. Seu relatório sobre o Brasil deverá ficar pronto no prazo de três a seis meses. Asma ressaltou que não cabe à ONU monitorar os países visitados após a conclusão do documento, mas afirmou que está otimista em relação ao Brasil. "Há mudança no ar", disse.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2003 | 20h43

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