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Para secretário, Beira-Mar não ordenou morte de juiz

O secretário de Administração Penitenciária do Rio, Astério Pereira dos Santos, disse que acha pouco provável que a ordem para matar o juiz da Vara de Execuções Penais de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias, tenha partido do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, porque ele sabe que sua passagem por São Paulo é transitória."Não excluo a possibilidade, mas acho pouco provável. Beira-Mar já teve tantas pessoas que causaram dificuldade às suas ações criminosas, tantos inimigos em potencial, promotores e policiais, que não ia fazer essa empreitada, causando uma comoção social no País todo, sabendo que está lá transitoriamente", disse o secretário, lembrando que as condenações de Beira-Mar são dos Estados do Rio e de Minas Gerais e do Distrito Federal.Santos afirmou não ter dúvidas, no entanto, que a execução foi ordenada pelo crime organizado. E afirmou que os grupos criminosos de São Paulo são tão organizados quanto os do Rio. A ordem poderia ter sido dada de dentro do presídio de Presidente Bernardes, onde está Beira-Mar, apesar do forte esquema de segurança da unidade, disse ele."Isso é possível. A comunicação pode ser feita por advogados, agentes e familiares." A intenção dos bandidos ao matar o juiz é a intimidação, defende o secretário. "A finalidade é intimidar e desafiar o próximo juiz que vai entrar."Já o presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio, coronel Jorge da Silva, acha que Fernandinho Beira-Mar "não seria burro" a ponto de mandar matar o juiz da Vara de Execuções Penais de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias. "Considero que é muito prematuro dizer se Beira-Mar tem ou não a ver com isso, mas ele me parece uma pessoa inteligente, não seria burro a esse ponto."Veja o especial:

Agencia Estado,

15 de março de 2003 | 12h41

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