Para ser candidato em 2014, tucano tem de vencer já

Análise

Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

Em grande desvantagem na disputa presidencial, resta ao PSDB reorganizar suas forças para as eleições de 2014. Com a petista Dilma Rousseff liderando as pesquisas de intenção de voto e podendo ser eleita já no primeiro turno, os tucanos precisam mais do que nunca de vitórias regionais estratégicas.

Ficar fora do governo federal por mais quatro anos será um fator natural de enfraquecimento da oposição em todo o País. Por conta disso, os tucanos sabem que seu futuro depende da manutenção do controle de São Paulo e Minas Gerais, justamente os dois maiores colégios eleitorais do Brasil.

No caso do ex-governador de Minas Aécio Neves, a vitória é mais decisiva ainda para as aspirações da oposição. Com a possibilidade real de derrota de José Serra na disputa com Dilma, Aécio surge como candidato natural da oposição para 2014. Mas o importante é saber com que tamanho político ele chegará nessa disputa.

As pesquisas já indicam que ele não terá problema para assegurar um mandato de senador. Mas a legitimidade e força de sua eventual campanha presidencial só estará garantida se conseguir eleger seu candidato, o governador de Minas, Antonio Anastasia, como sucessor no comando do Estado.

Sem essa vitória, Aécio corre risco real de não convencer seus colegas de PSDB a bancarem sua candidatura para 2014. Especialmente se Geraldo Alckmin confirmar seu favoritismo na eleição de São Paulo. Nessa hipótese, Alckmin, que já concorreu à Presidência em 2006, passaria a ser a opção da oposição.

Por isso Aécio passou a colar seu projeto presidencial à Anastasia, cuja vitória se tornou decisiva para 2014. É isso que Aécio começou a dizer para os eleitores.

É JORNALISTA DE "O ESTADO DE S. PAULO"

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.