Para Tarso, delcaração de Alckmin revela lado Pinochet e Opus Dei

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, reagiu nesta quarta-feira à declaração do candidato tucano à Presidência Geraldo Alckmin, segundo a qual, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva for reeleito, o governo acaba antes de começar. "Agora, ele (Alckmin) está demonstrando um lado que é mais perigoso, que é o lado Pinochet", declarou o Tarso, para quem a "ameaça" do tucano "revela mais um lado Opus Dei do que um lado republicano", disse, referindo-se à organização católica ultra-conservadora, da qual Alckmin nega ser integrante. No Palácio do Planalto, após cerimônia em que Lula lançou a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, Tarso declarou: "Nós achamos que, seja quem for o eleito, seja o Alckmin, seja o Lula, vai governar e vai governar com legitimidade. E é assim que se comporta, na República e na democracia, e não fazendo ameaças e bravatas em relação às instituições." O ministro voltou a reconhecer que o resultado da privatização da telefonia foi bom para a população. "Sem entrar no mérito se deveria ter feito ou não, o resultado para a população na questão da telefonia foi positivo: barateou o telefone, e mais pessoas têm acesso (a ele). Eu não fiz uma avaliação se (o setor) deveria ter sido privatizado ou não. Eu avalio o resultado. O que nós não concordamos é com o processo de privatização selvagem que ocorreu massivamente nos oito anos do governo dos tucanos, em que eles privatizaram o ativo de US$ 100 bilhões para pagar a dívida, e a dívida triplicou."

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