Para Temer, Dilma está 'cada vez mais' próxima do PMDB

O vice-presidente Michel Temer evita se comprometer com uma aliança PT-PMDB para 2014. Em entrevista à Rádio Estadão ESPN ontem, Temer afirmou que a manutenção da aliança que elegeu Dilma Rousseff é "a tendência natural", mas que "é muito cedo para falar". "Se mantiver essa equação, muito bem. Mas é muito cedo para tratar desse assunto", disse, quando questionado se o PMDB teria candidato próprio à Presidência.

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2011 | 00h00

Para Temer, Dilma tem se aproximado "cada vez mais" do PMDB, "na convicção de que no governo de coalizão os partidos têm de participar ativamente (do governo)". Segundo ele, a estratégia da presidente - de fortalecer a articulação política com a base desde o fim da "faxina" que derrubou quatro ministros - tem sido de "grande sucesso". Ele destacou a dependência do Planalto dos aliados: "Você não governa só com o Executivo. O Executivo depende do Congresso, e, no particular, da base aliada".

Temer negou que o PMDB esteja insatisfeito com o espaço ocupado no governo. "No governo de coalizão, em que o PMDB tem praticamente o mesmo tamanho do PT, há sempre o desejo de aumentar a participação. Mas este aumento jamais é exigido; é convocado."

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