Para tucano, conformismo com pesquisas ''cheira a pré-fascismo''

Em mais uma tentativa de mobilizar a militância em São Paulo, tucanos organizaram ontem um "bandeiraço" no centro da capital paulista, que reuniu cerca de 200 pessoas e foi marcado pela ausência dos principais caciques do partido. Aliados do presidenciável José Serra que estiveram no local minimizaram as pesquisas de intenção de voto e destacaram a necessidade de haver mais mobilização. Em reunião na terça-feira à noite com lideranças da campanha, Serra já havia cobrado mais infraestrutura e maior mobilização.

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2010 | 00h00

O presidente do comitê financeiro da campanha, José Gregori, chegou a dizer que o clima de conformismo da população em relação aos resultados das pesquisas "cheira a pré-fascismo". Segundo ele, "uma eleição tem algumas regras e uma delas é que se lute até o último minuto. Considerar que há um vencedor e um vencido antes da eleição é uma coisa que cheira a pré-fascismo". As pesquisas "estão funcionando como uma mortalha da democracia. Querem substituir as urnas", disse Gregori, para quem a produção do material de campanha segue um ritmo normal. "Está faltando rua na campanha", afirmou Almino Afonso, um dos secretários da Prefeitura. O prefeito Gilberto Kassab minimizou as pesquisas: "Na minha eleição, nesta época da disputa eu tinha 10% e ganhei"

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