Parada do Orgulho Gay no Rio começa com vaias a Rosinha

A pioneira e segunda maior Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) do Brasil aconteceu hoje na orla de Copacabana, na zona sul do Rio, com vaia de 1 minuto à governadora do Estado, Rosinha Matheus, que não compareceu ao evento. No ano passado, ela vetou projeto de lei que garantia direitos previdenciários a servidores homossexuais. Manifestantes, políticos e representantes de ONGs acusaram a governadora de deixar que sua religião, evangélica, interfira em suas funções. Durante mais de cinco horas, um público estimado em cerca de 600 mil pessoas, segundo os organizadores, e entre 50 mil e 100 mil, de acordo com a Polícia Militar, percorreu os 4 quilômetros entre o Leme e o Posto 6. A passeata teve como objetivo a campanha pela aprovação da união civil de homossexuais e o reconhecimento como crime de atos de discriminação. Antes de puxar a vaia à governadora, o presidente do Grupo Arco-Íris, organizador da passeata, Cláudio Nascimento, disse que os direitos dos homossexuais precisam ser respeitados, independentemente das teorias preconceituosas de políticos evangélicos. Para os deputados Carlos Minc (PV) e Chico Alencar (PT), que prestigiaram a manifestação, a governadora está atrasada. "Ela precisa saber que já chegamos ao século 21", ironizou o deputado petista, destacando que o Estado laico significa "respeito à diversidade sexual, e não uma imposição de um padrão de comportamento". A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, e o ator Sérgio Mamberti, secretário da Identidade e Diversidade do Ministério da Cultura, também participaram do evento. "O que vemos aqui é uma demonstração essencial para dizermos não ao preconceito", afirmou Nilcéa. A 9.ª edição da Parada do Orgulho Gay, que acontece desde 1995, reuniu nove trios elétricos e participantes de diversas ONGs. Segundo os organizadores, o evento custou R$ 340 mil, sendo que R$ 240 mil foram patrocinados pelo Ministério da Cultura e o restante, dividido entre a Prefeitura do Rio e o Ministério da Saúde. Campinas - Dois trios elétricos, muita animação com performance de drags queens, DJs e bandas de músicos, bandeiras e balões com as cores do arco-íris marcaram a 4.ª Parada do Orgulho Gay de Campinas, no Largo do Pará, e percorreu as principais ruas do centro da cidade. A expectativa era superar a marca dos 3 mil participantes do ano anterior.

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