Parada do Orgulho Gay reúne 100 mil no Rio

A Parada do Orgulho Gay coloriu neste domingo a avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio. Cem mil pessoas, segundo os organizadores, acompanharam a manifestação e pediram respeito à diversidade sexual. Em comemoração ao pentacampeonato brasileiro, o verde e o amarelo se sobressaíram às outras cores do arco-íris, símbolo da causa homossexual. Travestis fizeram perfomances durante todo o trajeto.As atrizes Marisa Orth e Suzana Vieira e a cantora Marina Lima, que participaram da campanha "Eu Tenho Orgulho", uniram-se aos manifestantes, que dançaram ao som de música eletrônica. "É um enorme prazer estar aqui nessa parada, que é de todos os meus amigos", disse Suzana. Marina defendeu uma maior "visibilidade" dos gays na sociedade brasileira. "É importante acabar com a hipocrisia. Os homossexuais pagam impostos e devem ter participação efetiva na sociedade."As cantoras Elza Soares e Fernanda Abreu e os deputados Fernando Gabeira e Carlos Minc, ambos do PT, que lutaram pela aprovação de leis favoráveis aos homossexuais, também compareceram. "Hoje é um dia muito especial. Vamos aprender a lidar com a diferença, contra o preconceito e a intolerância", disse Fernanda. Empolgada com a vitória da seleção, Elza cantou o Hino Nacional à capela. A parada, em sua sétima edição, mobilizou, além de gays, lésbicas e transexuais, muitas famlias de Copacabana. O movimento teve apoio do Ministério da Saúde, do governo do Estado e da Prefeitura do Rio.Um dos carros de som da parada homenageou a cantora Cássia Eller, homossexual assumida, morta em dezembro. O ativista Cláudio Nascimento, do grupo Arco-Íris, realizador do evento, destacou que Cássia "transformou, em vida, os valores da sociedade machista". Os manifestantes tiveram que esperar por duas horas pelo início da caminhada, porque veículos estacionados na avenida Atlântica atrapalhavam a passagem dos carros de som. Os organizadores, irritados com a demora, atribuíram o impasse ao preconceito contra os homossexuais.

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