Parada Negra espera reunir 10 mil na Paulista

O feriado desta segunda-feira, Dia Nacional da Consciência Negra, será comemorado com vários eventos na capital. O principal será a Parada Negra, que começa meio-dia na Avenida Paulista e deve reunir cerca de 10 mil pessoas.Entre os grandes objetivos da data, está a disseminação de dados que comprovam a dificuldade da comunidade negra em conseguir direitos iguais aos dos brancos. Em pesquisa divulgada neste mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), índices de emprego e escolaridade mostram que as oportunidades ainda são menores para os negros. Atualmente, 45,9% dos brancos já concluíram o ensino médio. Entre as pessoas de pele negra ou parda, a proporção é de 28,5%.Os organizadores esperam que, além de negros, brancos conscientes participem do evento. ?Todos os que combatem o racismo estão convidados ?, disse o presidente da organização ABC Sem Racismo, Dojival Vieira dos Santos. Há cerca de um mês, três jovens foram presos em flagrante colando cartazes racistas perto de uma universidade na zona sul da cidade. A Parada Negra, que sairá do vão livre do Masp, vai até as 15h, com apresentações sobre a cultura afro, como capoeira, música e dança. Depois, os participantes descerão a Avenida Brigadeiro Luís Antônio rumo ao Parque do Ibirapuera. A Secretaria de Estado da Cultura também realiza uma série de eventos. O primeiro será o espetáculo Raízes Negras de São Paulo, às 18h, no Vale do Anhangabaú, sob o comando do maestro Josoé Polia Santiago. No Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, será encenada a peça Teatro do Negro para Sempre, às 19h. Serão apresentados dois textos de Abdias do Nascimento, ativista do movimento negro. O espetáculo tem entrada gratuita - basta retirar o ingresso uma hora antes. Às 20h30, será apresentada a peça A Mulher do Chapéu, dirigido por Beta Nunes, sobre três negras que convivem há 50 anos. As entradas custam R$ 20. O Dia Nacional da Consciência Negra lembra a morte de Zumbi, em 1695, na Serra da Barriga, Alagoas. Zumbi foi o chefe do Quilombo dos Palmares, mais famosa organização de escravos foragidos do País.

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