Paraibuna continua sob estado de calamidade

A cidade de Paraibuna completou hoje as primeiras 24 horas sob estado de calamidade pública, decretado no fim da tarde de ontem em razão aos estragos provocados pelas chuvas. Uma violenta tempestade inundou córregos e o Rio Lavapés, invadindo mais de 100 casas. Segundo levantamento preliminar, o número de desabrigados e vítimas da tempestade pode chegar a 700 pessoas. Os estragos começaram no último fim de semana, quando as chuvas arrastaram parte de uma das pontes do lugar e isolou diversos bairros rurais. As águas da cheia tomaram as ruas em menos de 40 minutos, atingindo dezenas de casas e estabelecimentos comerciais. A enxurrada derrubou paredes, muros e destruiu completamente mais de 10 moradias. Carros e animais domésticos eram arrastados pela força das águas, enquanto populares junto com policiais começaram a promover os resgates. A defesa civil do município teve o reforço dos membros e dos bombeiros de São José dos Campos, além de policiais militares de Jacareí.Ruas e avenidas centrais também foram tomadas pela lama, mato e pedaços de árvores. O rio Lavapés, que corta a cidade, subiu mais de 10 metros em menos de uma hora. Até o momento, foram registradas as quedas de cinco pontes. Até o momento, duas entradas da cidade estão interditadas e apenas uma está funcionando. Tratores da prefeitura tentam remover os destroços que estão bloqueando as passagens. Segundo a defesa civil, cerca de 50 famílias estão abrigadas em salões paroquiais e em prédios públicos.Equipes de resgate vasculham as áreas rurais de Paraibuna, que detém um dos maiores territórios da região. As estradas rurais estão com quedas de barreiras e de árvores. A torre de telefonia celular caiu e diversos pontos estão sem energia elétrica. A fábrica de doces Bananinha também foi invadida pelas águas e todo seu estoque foi perdido, assim como parte do maquinário. Os produtos seriam remetidos para diversos pontos do País e também para exportação.

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