Paralisação de metroviários por reajuste salarial atinge 5 capitais

Greve atinge passageiros de Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Natal e Recife

Gheisa Lessa - estadão.com.br,

15 Maio 2012 | 15h20

SÃO PAULO - A circulação dos metrôs está comprometida em cinco capitais brasileiras nesta terça-feira, 15. O motivo da paralisação é a decisão do Governo Federal de não reajustar o salário dos trabalhadores neste ano, segundo informou o Sindicatos dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos (Sindimetro).

Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Natal e Recife, capitais atendidas pela Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU), tiveram a frota de transporte público reduzida em função de protestos dos funcionários.

De acordo com a CBTU, a empresa repassa as verbas que o Governo Federal libera para a categoria. A empresa afirma também que, nas cinco capitais, foi implantado um atendimento especial à população nos horários de pico para diminuir a quantidade de usuários atingidos.

A presidente do Sindimetro de Minas Gerais, Alda Lucia Fernandes dos Santos, falou que as reuniões de negociações do reajuste aconteceram entre os dias 21 de março e 8 de maio. "Como a CBTU e o Governo Federal continuaram com o reajuste de 0%, o sindicato e a categoria decidiram colocar em prática a paralisação", conta Alda.

Em Belo Horizonte, há 230 mil usuários do metrô afetados, segundo o sindicato, e nos horários de pico, conforme determinação da Justiça, 100% da frota volta a operar.

Em Recife, a paralisação começou às 22h desta última segunda-feira, 14. Segundo o presidente do Sindimetro de Pernambuco, Lenival José de Oliveira, os 275 mil usuários que frequentam as 36 estações com 20 unidades de trens Recife diariamente, são atendidos apenas das 5h às 9h e das 16h às 20h.

Em João Pessoa, na Paraíba, a circulação de trens do metrô foi interrompida à 0h desta terça e 30% da frota opera nos horários de pico. O presidente do Sindimetro do Estado, José Cleofas Brito, afirmou que o sindicato acata as exigências feitas pela Procuradoria do Trabalho sobre o funcionamento dos trens em horários específicos, mas que as 11 estações da capital continuarão em protesto até que a empresa CBTU apresente uma proposta de reajuste salarial.

A greve dos metroviários continua por tempo indeterminado. Os sindicatos afirmaram que assembleias acontecem todos os dias.

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