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Paralisação deixa 570 mil passageiros sem ônibus em SP

Revoltados com o não-pagamento dos salários, que deveriam ter sido depositados no dia 5, motoristas e cobradores de três empresas de ônibus que atuam na zona leste da capital paulista paralisaram as atividades nesta quarta-feira e interditaram o terminal São Mateus, na Avenida Sapopemba.Os 886 ônibus das viações Consórcio Trólebus Aricanduva, América do Sul e Expresso Paulistano, todas integrantes do Consórcio Aricanduva, permaneceram nas garagens, enquanto os funcionários cuidaram do bloqueio do terminal, que foi fechado ao público por volta das 10 horas, prejudicanto cerca de 570 mil passageiros, que diariamente utilizam as 98 linhas.A Operação Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionada, mas como os ônibus não atuam no sistema de integração, os passageiros tiveram de pagar uma passagem a mais para embarcar. As reclamações foram inúmeras."Eu acho que eles têm direito de protestar, mas deviam montar um esquema para a gente não sofrer tanto", queixou-se a enfermeira Tina Pereira. "O certo era a gente fazer a primeira viagem de graça."À tarde, cerca de 150 grevistas munidos de apitos e carros de som interditaram uma das faixas da Rua 13 de Maio, em frente à sede da São Paulo Transporte (SPTrans) - que gerencia o transporte coletivo na cidade. Eles queriam uma audiência com o presidente, Maurício Thesin, mas não foram atendidos.Em nota, a SPTrans informou que estava em dia com o pagamento das empresas, e o Consórcio Aricanduva havia prometido pagar os funcionários até sexta-feira. A informação não foi confirmada pelo Transurb, sindicato que representa os patrões.Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, Edivaldo Santiago, a mobilização visa a solução de outros problemas além do pagamento dos salários. "Não adianta colocar esse pagamento em dia e atrasar de novo no mês seguinte. O que nós queremos é o fim do sucateamento das empresas", disse."Elas também devem cestas básicas e tíquete-refeição, e não depositam o fundo de garantia há mais de um ano." Para o sindicalista, o maior culpado pela crise é o secretário municipal dos Transportes, Carlos Zarattini. "Essa gestão privilegia apenas os grande grupos. As linhas de periferia merecem um tratamento diferenciado, pois têm custos muito maiores", justifica."Elas não recebem pelos passageiros dos terminais; circulam por pistas esburacadas e concorrem com perueiros." Procurado pela reportagem, Zarattini não deu entrevista.Motoristas e cobradores prometem dar continuidade aos protestos nesta quinta-feira e ainda ampliar a paralisação das empresas. Em função disso, a SPTrans manterá a operação Paese, liberando também alguns corredores de ônibus para o tráfego de carros.Ainda está permitida a alteração dos itinerários do sistema lotação e bairro a bairro, e a atuação dos táxis como lotação, com tarifa individual de R$ 1,40.

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