Paralisação do Metrô em cinco capitais do País; Porto Alegre e São Paulo também podem parar

Greve acontece em Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Natal e Recife por reajuste salarial

Gheisa Lessa - Central de Notícias,

17 de maio de 2012 | 11h44

São Paulo, 17 - A greve do metrô continua nesta quinta-feira, 17, em cinco capitais do País com a possibilidade de ser acatada pelos metroviários de Porto Alegre e São Paulo, segundo informações do presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Roberto Veneziane Pasin. Contabilizando quatro dias de paralisação, os metroviários reivindicam a decisão do Governo Federal de aplicar um reajuste salarial de 0%.

De acordo com o presidente da Fenametro, os metroviários de Belo Horizonte continuam cumprindo a determinação da Justiça que obriga o funcionamento da categoria durante o horário de pico, com o objetivo de minimizar a quantidade de pessoas atingidas pela paralisação.

A capital do Pernambuco, Recife, entrou para o movimento um dia após Belo Horizonte, na segunda-feira, 14, e segue com 100% da frota paralisada, assim como as capitais Maceió, João Pessoa e Natal.

"O quadro permanece o mesmo, pois o Governo Federal ainda não abriu nenhum canal de negociação com os sindicatos", afirma para o estadão.com.br presidente do Fenametro, Paulo Pasin.

Pasin confirma ainda que a última reunião do sindicato com a Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU), aconteceu no último dia 8, terça-feira da semana passada. Segundo Pasin, a greve continua sem previsão de fim.

Ao ser questionado sobre o que pode acontecer, caso o Governo insista no reajuste salarial de 0%, o presidente da Federação Nacional dos Metroviários informou que os metroviários de Porto Alegre, mesmo não sendo de responsabilidade da CBTU, mas também do Governo Federal, podem aderir à paralisação, aumentando assim a quantidade de pessoas afetadas.

Com as cinco capitais brasileiras sem os trens do metrô funcionando, 500 mil usuários do transportes foram afetados, sendo 420 mil apenas de Belo Horizonte e Recife, informa Pasin.

Paralisação em São Paulo. Paulo Pasin destaca que na última quarta-feira, 16, uma reunião entre os metroviários da capital paulista e o Metrô-SP terminou sem acordo com relação ao reajuste salarial. De acordo com ele, o Metrô apresentou a proposta de reajuste salarial de 4,15% - aplicável ao vale refeição e cesta básica -, aumento real de 0,5% e participação nos resultados a partir de fevereiro de 2013.

Para o sindicato, esses números são inaceitáveis, sendo que a categoria exige reajuste salarial de 5,13% e aumento real de 14,99%.

A greve em São Paulo está marcada, segundo o presidente do Fenametro, para 0h da próxima quarta-feira, dia 23.

"A única medida que pode evitar a paralisação é a negociação com o Governo, estamos abertos para discutir o assunto com o Metrô ou com a Justiça", diz Pasin.

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