Paraná tem 42 municípios em situação de emergência

A longa estiagem no Paraná já fez com que 42 municípios do tivessem a situação de emergência reconhecida. A esperança é que a nova frente fria que deve entrar no Estado na quinta-feira traga chuvas fortes que amenizem a situação. Enquanto isso, a estiagem junta-se ao calor. Na terça-feira, os termômetros marcaram 27,5 graus centígrados, temperatura bem acima da média para o mês de julho. A estiagem é registrada em alguns lugares desde novembro do ano passado. Algumas localidades no interior dos municípios já são atendidas por carros-pipa. Mas a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem evitado tomar atitudes mais drásticas, como o racionamento de água, confiando que a população responda positivamente aos apelos para economia. Também estão sendo perfurados poços artesianos e substituídas algumas bombas para minimizar o problema. Os rios do Estado estão apresentando vazão bem inferior ao normal. O Rio Iguaçu, por exemplo, tem locais, como União da Vitória, no sul do Estado, onde a vazão de 466,24 metros cúbicos por segundo está reduzida a 63,40 metros. No norte, o Rio Tibagi baixou de 399,54 metros cúbicos por segundo para 50 metros cúbicos e, no oeste, o Rio Piquiri reduziu de 523,60 metros cúbicos por segundo para 101,47 metros. Em Curitiba, a situação continua crítica, mas a Sanepar também descartou temporariamente o racionamento. As barragens do Iraí e Piraquara, responsáveis por 70% do abastecimento da capital e região metropolitana, estão com cerca de 38% da capacidade de 81 milhões de metros cúbicos. Os apelos para economia foram reforçados, mas a redução é de apenas 8,11% quando a empresa esperava 20%. O corte de fornecimento de água durante um dia por semana em regiões alternadas da cidade pode ser adotado caso a capacidade do reservatório baixe para 30%.

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