Paranaense está desaparecida nos EUA desde o dia nove

A estudante Carla Vicentini, de 22 anos, está desaparecida na cidade de Newark, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, desde o dia 9. A polícia está à procura, mas por enquanto a família, que mora em Goioerê, a 570 quilômetros de Curitiba, na região centro-oeste do Paraná, não tem qualquer informação de seu paradeiro. Na casa e no local de trabalho do pai, Orlando Vicentini, que é contador, a esperança se renova toda vez que toca o telefone. Carla estava cursando Engenharia Têxtil na sua cidade natal, quando decidiu ir para os Estados Unidos. "Ela resolveu ir por conta. Eu até queria que não fosse", disse o pai, que tem outras duas filhas morando em Maringá, no norte do Paraná. Depois de entrar em contato com a empresa World Study, que faz intercâmbio, ela embarcou no dia 19 de janeiro no Aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, onde Orlando a deixou. Inicialmente foi para a cidade de Dover, no mesmo Estado, ficando até o início deste mês, quando se transferiu para o apartamento atual, em Newark, onde mora com a amiga brasiliense Maria Eduarda Ribeiro, e trabalha em um restaurante português. O pai disse que diariamente a família entrava em contato para um bate-papo pelo computador. "Ela estava muito contente", afirmou. Na noite anterior ao seu desaparecimento, eles tiveram o último contato. As informações que chegaram à família são de que ela saiu do restaurante onde trabalha com uma amiga, que foi até o apartamento. Carla ficou em uma bar conversando com um americano. E não mais foi vista. "Ele deve ter dado algum sedativo para ela", acredita o pai. Ele pretendia viajar para os Estados Unidos para acompanhar mais de perto o trabalho policial, mas foi desaconselhado pelos familiares. "Ficamos aqui com muita esperança", consolou-se. A família passou para a World Study a tarefa de fazer os contatos com a polícia. A empresa possui uma parceira nos Estados Unidos, que tem dado apoio por lá. O gestor estratégico da World Study em Curitiba, André Vieira, disse ter entrado em contato com a sargento Carpenter, da Unidade de Missão Especial de Newark. Ela afirmou que está com todos os investigadores envolvidos nesse caso. Panfletos com a foto da moça foram espalhados por toda a cidade. Ontem, Vieira estava enviando por fax vários dados sobre Carla, para dar mais elementos às investigações. A sargento disse que ainda não há uma informação precisa sobre o que teria acontecido com a estudantes brasileira. E ela preferiu não especular sobre nenhuma situação. O boletim de ocorrência foi feito no dia 11 pela amiga de Carla. A polícia não passou detalhes do boletim para a World Study. O visto permite que Carla permaneça cinco meses nos Estados Unidos.

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