Bay Ismoyo/AFP
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Paranaense executado na Indonésia é enterrado em Curitiba

Rodrigo Gularte, que tinha sido diagnosticado com esquizofrenia, foi executado com outros sete condenados por tráfico de drogas

Julio Cesar Lima, Especial para O Estado

03 Maio 2015 | 15h57

CURITIBA - O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, executado na última semana na prisão de Nusakambangan, na Indonésia, foi enterrado às 15h15 deste domingo, 3, no Cemitério Iguaçu, na capital paranaense. O corpo, que estava em Curitiba desde a noite de sexta-feira, 1º, chegou ao cemitério para ser velado às 9h30. Inicialmente marcado para as 16 horas, a família - que não falaria com a imprensa - foi antecipado. O advogado Cleverson Teixeira, amigo da família e que no início do caso chegou a fazer intervenções junto ao governo asiático como coordenador de Direitos Humanos da OAB-PR confirmou. "Ele está sendo enterrado", disse.

Gularte estava preso desde 2004, quando foi flagrado no aeroporto de Jacarta com seis quilos de cocaína escondida em pranchas de surfe. A partir daí, a diplomacia brasileira iniciou tratativas para tentar repatriá-lo, mas esbarrou na linha dura do governo indonésio.

O encarregado de negócios do Brasil em Jacarta, Leonardo Carvalho, informou à BBC Brasil que as últimas palavras de Gularte foram: "daqui irei para o céu e ficarei na porta esperando por vocês", relatou.

No último ano, o brasileiro chegou a ser diagnosticado como esquizofrênico por autoridades sanitárias locais, mas ainda assim, mesmo com a ação das autoridades brasileiras, o governo local se manteve irredutível e executou Gularte juntamente com outras sete pessoas condenadas por tráfico de drogas.

Segundo a BBC, a prima de Gularte, Angelita Muxfeldt, acompanhou, mesmo à distância, a execução e desde fevereiro permanecia em contato com ele na Indonésia.

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