Paraplégico é liberado da cadeia para fazer tratamento domiciliar

Condenado a quatro anos e dois meses em regime fechado, Emerson Aparecido Pereira, de 29 anos, o Eterno, estava numa situação delicada na Cadeia da Guanabara, em Franca, na região de Ribeirão Preto, até a tarde desta sexta-feira, 15. Paraplégico, ele estava cumprindo a pena numa maca, o que gerou preocupação da direção e dos funcionários da cadeia.O diretor da cadeia, Luiz Carlos de Almeida, levou o caso ao juiz da Vara de Execuções Criminais, José Rodrigues Arimatéia, que determinou a remoção de Pereira para tratamento domiciliar. O condenado foi levado para casa, no bairro Vila Nova, por uma ambulância, no final desta tarde.Pereira participou de um crime em 2001, uma lesão corporal seguida de morte, com outros dois homens que foram presos em flagrante. Ele não foi preso, mas identificado, julgado e condenado. Em 2004, ele foi baleado na coluna e ficou paraplégico. O advogado dele, José Paulo Violante, recorreu em duas instâncias, mas não conseguiu reverter o caso. Com a condenação e a ordem de prisão, Violante ainda tentou a prisão domiciliar ao seu cliente, mas não conseguiu. Desde terça-feira (12), Pereira foi removido, numa ambulância, para a cadeia, ficando numa maca, no corredor da unidade. Isso causou um incômodo, pois ele necessita de cuidados especiais, como trocas de curativos e fraudas a cada quatro horas e ser virado na maca a cada duas horas. Pereira move os braços e o pescoço. Com a decisão judicial, a Cadeia da Guanabara, que eventualmente enfrenta problemas com fugas e rebeliões de presos, voltou, pelo menos temporariamente, à sua rotina normal.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 20h41

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