Felipe Mortara/Estadão
Felipe Mortara/Estadão

Paraty: patrimônio da humanidade e também dos cinéfilos

Além do título dado pela Uneso, cidade do RJ também coleciona episódios em que foi cenário para filmes e novelas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2019 | 15h21

Patrimônio do Brasil, e agora da humanidade, Paraty está no imaginário dos cinéfilos como um dos mais recorrentes cenários de filmes brasileiros. Se a paisagem é de época, pode crer que o casario colonial de Paraty e suas ruas de piso irregular estarão competindo com as cidades mineiras para abrigar as produções.

Sonia Braga e Marcello Mastroianni andaram naquelas ruas na adaptação, por Bruno Barreto, do romance de Jorge Amado, Gabriela Cravo e Canela.

Além de Gabriela, de 1983, Paraty serviu de cenário para outros 25 longas, mais nove curtas e nada menos que 21 novelas. No fim dos anos 1960, em plena ditadura, Nelson Pereira dos Santos descobriu na cidade uma forma de se manter distante da censura.

Filmou Azyllo Muito Louco, baseado em O Alienista, de Machado de Assis, e depois Como Era Gostoso Meu Francês. Ligado a Nelson, como assistente, Luiz Carlos Lacerda fez O Princípio do Prazer e logo era Paulo César Saraceni quem filmava Anchieta, José do Brasil.

O restante é história. Até filmes estrangeiros, como A Floresta das Esmeraldas, de John Boorman, e Luar sobre Parador, de Paul Mazursky. Na TV, A Marquesa de Santos, O Tempo e o Vento, Dona Beija, O Sorriso do Lagarto, Mulheres de Areia, etc. A par de ser cidade histórica, Paraty beneficia-se também da exuberância do verde ao redor. Está cercada de parques e reservas. Tarzan e Cheeta já se penduraram naqueles cipós da Mata Atlântica.


 

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