Paraty volta ter abastecimento d'água interrompido

Houve novo rompimento na rede de distribuição, que ficou comprometido com chuvas há uma semana

Agência Brasil,

19 de janeiro de 2009 | 17h16

O abastecimento d'água voltou a ser interrompido nesta segunda-feira, 19, em Paraty, por causa de um novo rompimento na rede de distribuição, que havia ficado comprometida com a tromba d'água que caiu há uma semana. Segundo o secretário municipal de Obras, Antônio Porto, o problema levou ao fechamento da principal adutora de Paraty.   Veja também: Paraty estima prejuízo de R$ 20 milhões com as chuvas  Todas as notícias sobre vítimas das chuvas        Ele informou que o reparo na rede de distribuição deve ser concluído até o fim desta noite. Na semana passada, cerca de 20 mil pessoas ficaram sem dias sem água potável. A forte chuva que caiu sobre parte da cidade provocou o transbordamento do Rio Perequê-Açu, o principal da região. O abastecimento havia sido parcialmente restabelecido no município - em 80% das residências e estabelecimentos comerciais - na noite de sexta-feira, 16.   Antônio Porto disse que o município quer reconstruir a rede de abastecimento para evitar novos prejuízos. "Não adianta colocar um coração novo num corpo todo velho. Alguma hora vai parar de funcionar. Precisamos fazer uma reforma ampla, definitiva. O prefeito de Paraty, José Carlos Porto, informou que está negociando com os governos federal e estadual o repasse de recursos para realização das obras. De acordo com ele, a prefeitura tem um projeto de recuperação orçado em R$ 1,5 milhão.   Para minimizar o desconforto e os prejuízos causados pela falta d'água, 14 carros-pipa, alguns contratados pela prefeitura e outros cedidos por municípios vizinhos, abastecem as residências e os estabelecimentos comerciais diariamente. A prefeitura também disponibilizou, até agora, aproximadamente 200 mil litros de água mineral para as famílias atingidas.   A turista carioca Beatriz Silva, que chegou a Paraty dois dias depois da enchente, reclamou da limpeza dos hotéis que, segundo ela, ficou um pouco comprometida por causa da falta d'água. Mesmo sabendo que corria risco de enfrentar esse tipo de problema, Beatriz preferiu não adiar a viagem.   "A cidade está um pouco suja, ainda com lama, e eu achei que a pousada onde estamos hospedados não está tão limpa como poderia. Alguns restaurantes também estão usando copos descartáveis em vez dos de vidro. Mas a cidade é linda. Já tínhamos planejado esse passeio, então viemos assim mesmo e estamos amando o lugar", disse ela, que viaja acompanhada da família.   A prefeitura estima que os prejuízos causados pela chuva cheguem a R$ 20 milhões.

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