Tasso Marcelo/AE
Tasso Marcelo/AE

Parceria entre Exército e polícia do Rio não tem data para acabar, diz Lula

Presidente destacou que objetivo não é fazer com que tropas assumam atribuições de polícia

Alfredo Junqueira, O Estado de S. Paulo

07 de dezembro de 2010 | 19h22

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta terça-feira, 7, no Rio, que a parceria entre as Forças Armadas e as instituições policiais fluminenses no controle de comunidades carentes no Estado não tem data para acabar. Ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB), que solicitou auxílio do governo federal para recuperar ao tráfico os territórios do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, na zona norte da capital, o presidente disse que a parceira deve continuar "por muito tempo".

 

Lula ressaltou, no entanto, que o objetivo não é fazer com que as tropas do Exército destacadas para as missões de auxílio às forças de segurança do Rio assumam atribuições de polícia. Para ele, o importante é que as forças armadas deem garantias para que os policiais fluminenses consigam fazer seu trabalho.

 

"Nós não queremos é que o Exército venha a fazer o papel da polícia. Nós não queremos, porque não é o papel do Exército", explicou o presidente. "O que nós queremos é que o Exército dê garantia para que a polícia do Rio de Janeiro faça o trabalho que tem que ser feito. Eu acho que está todo mundo satisfeito. Eu acho que o povo do Rio Janeiro, as Forças Armadas, a polícia", disse.

 

Lula ainda elogiou a postura dos policiais que participaram das operações na Vila Cruzeiro e no Alemão. Para ele, é a primeira vez que os integrantes das forças de segurança estão trabalhando com orgulho e percebendo que estão fazendo um trabalho útil para as comunidades.

 

"Eu nunca vi na televisão tanto policial dar declaração, e a gente perceber que o que está falando é a autoestima dele, ou seja, é uma das poucas vezes em que ele está orgulhoso de estar exercendo o papel de policial sem vergonha, sem medo de ser chamado de corrupto, sem medo de ser chamado de violento. Ele percebe que ele está sendo útil para aquela comunidade", destacou o presidente.

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