Parente de vítima da Gol pede apreensão do Legacy

Uma ação que será impetrada em Brasília nesta sexta-feira, 6, pedirá a indisponibilidade e bloqueio do jato Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol e causou a morte de 154 pessoas no norte de Mato Grosso, na sexta-feira passada. O avião está parado na base militar de Cachimbo.O objetivo do processo movido pelos advogados Paulo Ramalho e Marcelo Moura de Souza é garantir o pagamento de indenização a Bernardo Álvares da Silva Campos, que perdeu no acidente a mulher Patrícia de Souza Moreira, funcionária da Nokia.Como a ExcelAire - empresa de táxi aéreo dona do Legacy - não tem bens no Brasil, a não ser o jato avaliado em US$ 24 milhões, busca-se com a ação garantir o pagamento futuro de indenização.O Boeing 737-800 da Gol fazia o vôo 1907, entre Manaus e o Rio, com escala em Brasília. O avião caiu depois de bater no Legacy, jato executivo fabricado pela Embraer, que ia de São José dos Campos, em São Paulo, para os Estados Unidos com escala em Manaus.As 154 pessoas - 148 passageiros e seis tripulantes - que estavam no Boeing morreram. O Legacy era conduzido pelo piloto Joseph Lepore e o co-piloto Jan Paul Paladino, ambos americanos, e levava dois funcionários da empresa ExcelAire, que havia acabado de adquirir o avião em São José dos Campos, um repórter do The New York Times, além de dois funcionários da Embraer. Todos sobreviveram sem ferimentos. Os pilotos estão proibidos de sair do país desde segunda-feira, 2, quando seus passaportes foram apreendidos pela Polícia Federal. A PF abriu um inquérito para investigar as responsabilidades no acidente. Investigações da aeronáutica apontam que o Legacy trafegava fora da aerovia permitida e que os sistemas de comunicação estavam desligados.

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