EFE/Pepe Zamora
EFE/Pepe Zamora

Parente nega ligação de família morta na Espanha com drogas

Irmão de Marcos Nogueira, encontrado morto junto com a mulher e dois filhos no domingo, disse que é um absurdo a insinuação da polícia local de que crime esteja ligado a ajuste de contas

O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2016 | 12h36

Um parente da família brasileira encontrada esquartejada na Espanha negou que o crime tenha sido motivado por qualquer relação com o tráfico de drogas. 

As vítimas são Marcos Nogueira, sua mulher, Janaína Santos América, ambos de 39 e dois filhos, uma menina de 4 anos e um menino de 1 ano.

Valfran Campos, irmão de Marcos, disse à TV Globo que é um “absurdo” insinuar que o casal estivesse relacionado com o narcotráfico. A suspeita foi levantada por uma fonte oficial espanhola que disse que “tudo parecia indicar” que o crime teria ocorrido por “um ajusto de contas”.

O casal era paraibano, de João Pessoa, e havia se mudado para a Espanha havia três anos depois que surgiu uma oportunidade de emprego para Nogueira, que trabalhava como gerente de um restaurante

Os corpos deles foram encontrados no domingo em um residencial do vilarejo de Pioz, a 60 km de Madri, dispostos em seis grandes sacolas de plástico.

Segundo a Guarda Civil, pelo estado de decomposição dos restos mortais, o crime deve ter ocorrido há pelo menos um mês. 

Eduardo Braulio, cunhado de Janaína, disse que fazia semanas que eles não se comunicavam com os familiares no Brasil, mas que ninguém tinha suspeitado de nada porque eles tinham passado recentemente por uma mudança de residência.

Consternação. O prefeito de Pioz, Ricardo García, afirmou que os moradores da região, e sobretudo do residencial, estão consternados. Ninguém via a família desde o dia 22 de agosto – que seria a data próxima de quando teria acontecido a chacina. 

Os brasileiros teriam chegado no dia 21 de julho a Pioz, vindos de Madri. Vizinhos relataram que a família era reservada. No entanto, muitos colocaram em dúvida a possibilidade de os brasileiros estarem “em fuga”. O pai chegou a ser visto por várias vezes fazendo compras despreocupadamente na área central do vilarejo, uma vez que a família não tinha carro. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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