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Parentes criticam lentidão no resgate de vítimas em PE

O delegado de Proteção ao Consumidor, José Durval Lins, foi designado delegado especial pela Secretaria de Defesa Social do Estado para presidir inquérito policial que será aberto amanhã para apurar os responsáveis pelo desabamento do edifício Areia Branca, que desmoronou na noite de quinta-feira, na Praia de Piedade, município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes. Ele pretende ouvir moradores e funcionários do prédio além da empresa Jatobeton Engenharia - que iniciou estudos no local no dia da queda do prédio - a Defesa Civil estadual e o Corpo de Bombeiros.A lentidão dos trabalhos de retirada dos escombros e busca de três pessoas que se encontravam soterradas até a tarde de hoje - o soldado bombeiro Alcebíades Lins da Silva Júnior, 32 anos, e os operários Ivanildo Martins dos Santos e Cícero Júnior Lima e Silva, ambos de 21 anos - angustiava seus familiares que não deixam o local desde o desabamento. Revoltada, Érica Lins, mulher do bombeiro, que fazia trabalho de segurança no prédio num dia de folga, apelava aos empresários que cedessem equipamentos modernos para acelerar as buscas e dizia que se fosse alguém rico ou poderoso que estivesse soterrado, até helicóptero já teria sido mobilizado para as buscas. Ela mantinha esperança de que o marido estivesse vivo em algum bolsão de oxigênio sob os escombros. Na avaliação feita pelos bombeiros na manhã de ontem, o trabalho de remoção deve ser encerrado em um prazo de dez dias. O corpo do porteiro do edifício de 12 andares e 24 apartamentos, Antônio Félix dos Santos, 38 anos, foi encontrado na sexta-feira. Outras duas pessoas ficaram feridas no desabamento - uma delas em estado grave, encontra-se na UTI do Hospital Português.Guerra de notas oficiaisA polêmica sobre a recomendação - ou não - de evacuação do prédio antes da sua queda foi avivada hoje com a divulgação de nota oficial da Jatobeton Engenharia Ltda, na imprensa local, em que garante ter recomendado a evacuação, na madrugada da quinta-feira, por telefone, ainda antes de avaliar a edificação. O governo estadual, também através de nota oficial, já havia informado ter determinado que os moradores mantivessem a evacuação, quando a Defesa Civil chegou ao local na manhã da mesma quinta-feira e encontrou o edifício desocupado. Já os moradores sustentaram, com outra nota, que nem órgãos públicos nem empresas privadas solicitaram, em nenhum momento, a desocupação do Areia Branca.Prédio interditado em OlindaO Edifício Porto das Canoas, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, teve interdição administrativa determinada hoje pela Defesa Civil municipal e pela diretoria de controle urbano da prefeitura, de forma preventiva. O prédio tem quatro andares e 36 apartamentos, e apresenta rachaduras. Desde 1999 dois prédios - tipo caixão - desabaram em Olinda, provocando um total de 11 mortes - o Érica e o Enseada de Serrambí, ambos no bairro de Jardim Fragoso.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2004 | 17h29

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