Marcos Arcoverde/AE
Marcos Arcoverde/AE

Parentes de brasileiro desaparecido recorrem ao Itamaraty

Economista de 28 anos está desaparecido há dez dias no Malauí, no sul da África, e chegaria ao País nesta terça

Agência Brasil,

28 Julho 2009 | 11h42

Parentes do economista brasileiro Gabriel Buchman, de 28 anos, desaparecido há dez dias no Malauí, no Sul da África, querem que o Ministério das Relações Exteriores contribua financeiramente com as buscas. Buchman deveria chegar nesta terça-feira, 28, ao Brasil.

 

A namorada de Gabriel, Cristina Reis, pediu que o Itamaraty pague as passagens aéreas de um grupo de resgate canadense, que já teria se comprometido a fazer as buscas voluntariamente.

 

Buchman desapareceu no Monte Mulanje, no Malauí, no último dia 17, depois de se separar do guia. "Encontramos uma consultoria canadense muito recomendada internacionalmente. Dez pessoas iriam se deslocar até lá voluntariamente", disse Cristina.

 

Segundo ela, o Brasil só pagaria a passagem e a estada da equipe no Malauí. "O líder dessa agência participou inclusive dos trabalhos de resgate depois do desastre das Torres Gêmeas. Só estamos pleiteando, no Itamaraty, o pagamento das passagens", completou. O desastre a que Cristina se referiu ocorreu no dia 11 de setembro de 2001, quando dois aviões colidiram contra as torres do World Trade Center, em Nova York, em atentados suicidas atribuídos à organização Al Qaeda.

 

Cristina Reis disse que a Embaixada do Brasil na África do Sul (responsável por Malauí) já destacou um diplomata para acompanhar os trabalhos de resgate no país africano. O Malauí é um pequeno país do Sul da África, localizado entre Moçambique, Zâmbia e Tanzânia.

 

Gabriel estava há mais de um ano viajando por diversos países da Ásia e da África para coletar informações para uma tese de doutorado sobre economia da pobreza.

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