Parentes de presos fazem protesto em Itirapina

Mulheres, mães e filhos dos presos da Penitenciária 2 de Itirapina, no interior de São Paulo, fizeram, neste domingo, uma passeata pedindo informações da direção e exigindo notícias sobre as condições físicas dos 1.250 sentenciados que ocupam uma única ala do presídio. O diretor plantonista, Paulo Redondo, mandou dizer que não falaria com os parentes. As únicas informações que chegam são repassadas pelos detentos, de dentro da cadeia, por celular. Às mulheres, eles contam que há feridos e doentes sem atendimento médico. Os detentos estão amontoados e dormindo no chão, segundo os parentes. Há presos com hepatite, portadores de HIV, pneumonia e feridos que foram atingidos por disparos de bala de borracha. Em outras ligações, uma mãe de detento denuncia maus-tratos. Em uma ligação telefônica gravada pelos jornalistas, um preso afirma que está com receio de envenenamento da água ou da comida. A P-2 tem capacidade para 350 presos, mas está com 1.250. As celas foram destruídas durante a rebelião de 16 de junho. A partir daí, dez túneis foram localizados perto das muralhas.Na Penitenciária Regional de Araraquara, os presos receberam, hoje, papel, caneta e selo da direção do presídio para se comunicar com familiares. Não houve visitas no fim de semana. A correspondência será analisada pelos agentes e, se não houver nada ofensivo, colocada no correio ainda nesta segunda-feira. A unidade continua lotada e abriga 1.337 presos, onde há espaço para 124. Os cadernos e canetas foram recolhidos em algumas das 550 celas e redistribuídos aos presos. Os selos foram dados pelas famílias. Talvez por isso o clima hoje foi de tranqüilidade e sem protestos dos parentes. Colaborou Cláudio Dias

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