Parentes de vítimas da TAM se queixam de Jobim a Lula

Grupo de parentes de vítimas do vôo 3054 se encontraram com o presidente Lula nesta quinta-feira

Leonencio Nossa,

02 de agosto de 2007 | 18h55

Um grupo de parentes das vítimas do acidente com o avião da TAM pediu nesta quinta-feira, 2, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva esforço do governo nas investigações das causas da tragédia ocorrida no último dia 17, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.   Veja também:   Caixa-preta aponta que piloto não conseguiu desacelerar Airbus   CPI quer inquérito sobre vazamento de dados da caixa-preta  Quem são as vítimas do vôo 3054  Cronologia da crise aérea  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054     Durante audiência no Palácio do Planalto, os familiares aproveitaram para reclamar do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que não conversou com eles na visita recente a São Paulo. Em resposta, o presidente teria dito, segundo os familiares das vítimas, que Jobim "falhou" em não procurá-los.     Lula disse que o ministro deverá recebê-los em breve, segundo relatou Raifran Almeida Ferraz, que perdeu o irmão Ricardo, a cunhada Helenilze e dois sobrinhos no acidente.   O presidente ouviu críticas do grupo sobre a entrega de uma medalha ao presidente da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, dias após a tragédia do vôo 3054.   Eles também criticaram o gesto obsceno do assessor do Palácio do Planalto Marco Aurélio Garcia, que comemorou a versão de que o acidente foi causado por falha mecânica.   Em entrevista à rádio CBN, um dos parentes da vítima, Fernando Moyses, marido de Nadia Moyses, considerou a atitude como ''descaso com as famílias, a maior mágoa é saber que as pessoas pensam assim".   A crítica acontece no mesmo dia em que a Comissão de Ética Pública considerou como "grosseira" e "imprópria" a atitude do assessor do Palácio do Planalto Marco Aurélio Garcia de comemorar com gestos obscenos a versão de que o acidente com o avião da TAM, no último dia 17, no aeroporto de Congonhas, foi causado por falha mecânica.   Como o Palácio esperava, a comissão ficou só nas palavras e não propôs punição para Marco Aurélio nem para o assessor de imprensa Bruno Gaspar, também flagrado pela câmera da TV Globo fazendo gestos obscenos.   Em nota assinada pelo presidente em exercício, Marcílio Marques Moreira, a comissão "lembra" que o momento é de "reflexão", "sentimento de pesar" e "ação". A nota destaca que os integrantes da comissão, reunidos no Rio na última segunda-feira, observaram que o agente público deve dar sempre o "bom exemplo".   "O exercício da função de servir ao público exige, entre outras responsabilidades, motivar o respeito e a confiança do público em geral, o que não comporta atitudes grosseiras", ressalta a nota.   (Colaborou Andréia Sadi, do estadao.com.br)

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