Parentes de vítimas pedem boletim mensal sobre acidente da Gol

Reivindicações foram entregues para Nelson Jobim; familiares querem ainda reuniões trimestrais

Agência Brasil,

18 de janeiro de 2008 | 03h11

Os familiares das vítimas do vôo 1907 da empresa Gol entregaram para o ministro da Defesa, Nelson Jobim, um documento contendo reivindicações sobre a investigação do acidente. As famílias pedem para que o ministério forneça boletim mensal com as providências adotadas em todas as instâncias envolvidas nas apurações. O ministro deve responder dentro de uma semana. "Ele deixou uma pessoa encarregada de estar em comunicação conosco, que é o comandante Gonçalves, deixou um canal aberto", disse Angelita De Marchi, presidente da associação.  Outra demanda dos familiares das vítimas é que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realize reuniões trimestrais com a associação, independentemente da quantidade e relevância de novas informações. A última reunião com a Cenipa foi realizada há nove meses - foi desmarcado o encontro agendado para o início de setembro passado, sob a alegação de que não havia novidades.  "No entanto, fomos por diversas vezes surpreendidos com notícias de preliminares do processo divulgadas à imprensa", lamentou. E acrescentou saber que as empresas envolvidas no acidente - Gol, ExcelAir, Honeywell, Embraer - já tiveram acesso ao processo, "menos os familiares". Indenizações Sobre as indenizações, Angelita De Marchi informou que a Gol já fez alguns acordos com parentes das 154 vítimas do acidente. "Temos quase 120 famílias com ações nos Estados Unidos e umas cinco ou seis somente que entraram com ações aqui no Brasil. A Gol recorreu e foi rebaixado para R$ 200 mil o pagamento da primeira indenização, de R$ 2 milhões, mas não sabemos os critérios adotados", disse. No documento apresentado ao ministro, a associação reivindica ainda que, na eventualidade de ficar comprovada alguma responsabilidade da União no acidente, o pagamento das indenizações não se prolongue por dez ou 15 anos, "como já vimos ocorrer no passado".

Tudo o que sabemos sobre:
vôo 1907acidente aéreo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.