Parentes estudam processar Air France na Europa

Ideia tomou força após troca de sensores de aviões; familiares consideram Justiça brasileira demorada

Pedro Dantas, RIO, O Estadao de S.Paulo

11 de junho de 2009 | 00h00

As famílias dos passageiros do voo 447 da Air France estudam processar a companhia aérea na França. A ideia tomou força após o anúncio de que a empresa trocará os sensores de velocidade de todos os A330 - modelo do avião acidentado. Posteriormente, o Ministério Público de Paris abriu inquérito para apurar homicídio culposo no caso da queda da aeronave. "Nossa Justiça é arcaica e demorada. Há interesses de algumas famílias de entrarem na Justiça na França e não aqui", afirmou o militar aposentado Nelson Faria Marinho. No caso do processo que pretende mover pela morte do filho, o passageiro Nelson Marinho, o militar revelou que pretende processar a empresa na Europa. Especialista em responsabilidade civil em Direito Aeronáutico, o advogado Leonardo Amarante também acredita que o processo fora do Brasil pode ser o melhor caminho. "As pessoas não podem se mover por um rompante, mas a princípio é a solução mais adequada. A família moverá a ação no tribunal ao qual a sede da empresa está submetida e estrategicamente é mais coerente entrar com o processo no país responsável pela investigação das causas do acidente", explicou o advogado. Ontem, após a terceira missa no país em memória do filho d. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, de 26 anos, o príncipe d. Antônio João Orleans e Bragança não descartou a abertura de processo na França, mas ressaltou que o tema "neste momento não foi pensado". "Não temos o espírito de procurar um culpado. Isto, no futuro, Deus é quem sabe", afirmou o príncipe.Ele também permaneceu cauteloso ao comentar a possibilidade de falha da empresa. "Não vamos julgar no momento se houve uma falha, pois podemos cometer uma grande injustiça. Ainda há uma investigação em andamento. Prefiro aguardar o fim da investigação e depois pensar sobre isso", declarou. MISSAA missa celebrada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, reuniu cerca de 500 pessoas e foi acompanhada pelo Coral dos Canarinhos de Petrópolis. Quase toda a família imperial compareceu, incluindo o chefe da Casa Imperial no Brasil, dom Luiz Orleans e Bragança. Ao fim da missa, Pedro Luiz foi homenageado com discursos pelas irmãs, as princesas Amélia, de 25 anos, Maria Gabriela, de 19, e pelo irmão Rafael Orleans e Bragança, de 23, que passa a ser o quarto na linha sucessória da família imperial. FRASESD. Antônio João Orleans e BragançaPai do príncipe morto"Não vamos julgar no momento se houve uma falha, pois podemos cometer uma grande injustiça. Ainda há uma investigação em andamento"Leonardo AmaranteAdvogado"É mais coerente entrar com o processo no país responsável pela investigação"

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