Parentes podem esclarecer morte de americano no RS

A possível chegada de familiares vindos dos Estados Unidos para os funerais, marcados para este sábado, pode esclarecer detalhes sobre a vida do empresário e cineasta norte-americano Charles Louis Nizet, assassinado em Flores da Cunha, na Serra gaúcha. Tanto a trajetória de Nizet quanto as circunstâncias do crime intrigam a polícia gaúcha, que começou as investigações pelo registro de ocorrência de ameaças sofridas pelo empresário em janeiro.O assassinato ocorreu às 23 horas de terça-feira, quando o empresário estava chegando em casa dirigindo uma Blazer. Um veículo aproximou-se de Nizet em alta velocidade. Um homem desceu, disparou três tiros de pistola e fugiu sem levar nada.Segundo jornais locais, o empresário, de 70 anos, morava no Rio Grande do Sul desde 2001, em situação regular, com visto consular e na condição de aposentado. Era casado com Solange Barros Moreno, de 32 anos, e ficou conhecido da comunidade ao anunciar um investimento de US$ 250 milhões para a construção de um parque em São Sebastião do Caí, que teria a maior montanha russa do mundo, um hotel de 40 andares em forma de garrafa de refrigerante e estúdios cinematográficos. Nizet costumava contar que esteve à frente de 38 filmes de ação, violência e sexo nos Estados Unidos nas décadas de 70 e 80, todos com objetivos mais comerciais que artísticos. Paraguardar equipamentos e objetos pessoais daqueles tempos, o cineasta havia alugado um pavilhão na comunidade de São João, próxima de onde morava.

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