Parentes terão acesso às bagagens de vítimas do vôo da Gol

Os parentes das vítimas do acidente do Boeing da Gol terão acesso a 2 mil toneladas de bagagens dos passageiros - ou o que sobrou delas - a partir da próxima segunda-feira. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 12, pelo promotor Diaulas Costa Ribeiro, do Ministério Público do Distrito Federal e Tocantins (MPDFT), responsável pelo processo de devolução das malas."As famílias devem manifestar, por e-mail (informegol@mpdft.gov.br), o interesse de receber ou não os objetos, que estão guardados num galpão do Aeroporto de Brasília", disse Diaulas Ribeiro. O acidente, entre o Boeing da Gol e o jato Legacy ocorreu no dia 29 de setembro do ano passado. "O que não for reclamado em 90 dias será doado para instituições de caridade, se houver alguma utilidade", disse Costa Ribeiro.A devolução das duas mil toneladas de pertences dos 154 passageiros do Vôo 1907 tende a se transformar em conflito. É que a maior parte das bagagens recuperadas - sapatos, roupas, malas, livros, documentos e até um aparelho celular - estão praticamente destruídas, inutilizadas ou deterioradas.Alguns dos objetos tiveram de ser incinerados. Antes, porém, foram fotografados e as famílias podem requerer estas imagens. A devolução, dos objetos ou das cinzas, segundo o promotor, tem caráter "sentimental" e poderá ser feita pelos Correios.Para os parentes das vítimas a questão é mais profunda: as duas mil toneladas representam cerca de um terço dos bens dos passageiros mortos, e não contém bens comerciais (dinheiro, jóias, etc). Há conflitos entre o anúncio do promotor e os acordos feitos entre os parentes das vítimas e a Gol, segundo representante da Associação das Famílias das Vítimas.

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