Parlamentares da CPI do Tráfico de Armas temem represálias do PCC

A informação de que a gravação da sessão reservada da CPI do Tráfico de Armas foi divulgada nos presídios em audioconferência provocou medo nos parlamentares. O deputado Raul Jungamm (PPS-PE) apresentou requerimento na CPI para que todos os integrantes da comissão tenham segurança policial para evitar represálias. Nesta quarta-feira, a informação do vazamento da gravação da reunião estava sendo mantida sob reserva até que o deputado Arnaldo Faria de Sá quebrou a informal lei do silêncio.Faria de Sá chegou a ser criticado por colegas por causa do vazamento. "Tem de contar. Estão com medo de quê? Deputado não pode ter medo", disse Faria de Sá. Além de estarem expostos por causa das declarações que fizeram na reunião reservada com o diretor do Deic, Godofredo Bittencourt Filho, e do delegado Rui Ferraz, na quarta-feira da semana passada, os deputados fizeram afirmações ácidas contra o PCC durante o depoimento de Leandro de Carvalho, preso no início do mês em uma ação do Deic de São Paulo.Carvalho foi preso pela polícia quando transportava fuzis e granadas e prestou depoimento na CPI do Tráfico de Armas no mesmo dia. Parte do depoimento também foi em sessão reservada. Uma cópia da gravação também foi entregue aos advogados do PCC Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado pelo ex-funcionário da Câmara Arthur Vinícius Pilastre Silva, segundo depoimento do servidor.Jungmann disse ainda que nas sessões reservadas os deputados fizeram referências a depoimentos prestados anteriormente por outras pessoas na CPI. "Todas as pessoas estão correndo risco", sentenciou Jungmann. O presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), afirmou que o crime organizado não vai intimidar os trabalhos da CPI.

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