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Parque da Luz, em SP, ganhará esplanada

Um espaço amplo, aberto, lembrando locais como a Praça de São Marcos, em Veneza. Essa é a meta do projeto elaborado por empresários e moradores do Bom Retiro para transformar toda a área entre a Estação e o Parque da Luz em uma grande praça, resgatando o charme de um local atualmente degradado. O início das obras está previsto para outubro e os trabalhos devem ficar prontos para o aniversário de 450 anos da cidade, em janeiro. A proposta é fechar a Praça da Luz, que na verdade é uma avenida entre a estação e o parque, e transformar o local em uma área livre com 10 mil metros quadrados. Na parte subterrânea da esplanada, haverá um auditório multiuso com cerca de mil lugares, cujo acesso vai ser feito por rampas a partir da praça. A idéia é que o espaço abrigue, prioritariamente, eventos ligados à moda, principal atividade econômica da região. "Não será apenas mais um auditório na cidade, mas um local que vai atender à demanda de todo o empresariado da região e do setor da moda", diz Geni Ribeiro, consultora de Marketing da Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit), uma das entidades ligadas ao projeto. O pacote inclui ainda reforma completa do parque, considerado o primeiro jardim público de São Paulo, inaugurado em 1825. "O Parque da Luz vai renascer com o seu valor para a cidade", diz o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que participa da elaboração do projeto. Ele explica que a esplanada vai virar uma extensão natural do parque. "Será um espaço bonito, aberto e de largos horizontes", diz o arquiteto, comparando a futura área a locais como a Praça de São Marcos. Rocha ressalta a importância de agregar espaços importantes, como a Pinacoteca do Estado e a própria Estação da Luz, que também está sendo recuperada e vai abrigar um centro de referência da língua portuguesa. "Vai haver o remanejamento urbano de toda a área", diz o arquiteto, que cita as vantagens de acesso ao local. "A construção de um teatro em São Paulo onde é possível ir de metrô será maravilhosa." A opinião é compartilhada pela presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), Nádia Somekh. "A esplanada é o começo de uma costura urbana muito importante", diz, salientando a futura ligação entre os locais. Segundo ela, o ideal seria a interligação do espaço com outro conjunto importante da região, a Sala São Paulo. ParceriaO projeto está orçado em R$ 25 milhões, dos quais R$ 15 milhões serão investidos na obra. Do total, a Prefeitura vai entrar com apenas R$ 1,2 milhão para o parque. Todo o restante será custeado pela iniciativa privada. Segundo o coordenador do projeto, Cleiton Honório de Paula, os empresários já se mostraram interessados em investir nas melhorias. Amanhã, será assinado um protocolo de intenções na sede Associação Comercial de São Paulo, para dar início ao projeto. Entre os participantes estão a Secretaria do Verde e Meio Ambiente, a Abit e a própria Associação Comercial. A esplanada e o parque serão entregues na primeira fase do projeto, no dia 24 de janeiro. A abertura do espaço está incluída no calendário das comemorações pelos 450 anos da capital. O auditório, cuja construção é mais demorada, deve ser inaugurado até o fim de 2004.

Agencia Estado,

05 de agosto de 2003 | 09h11

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