Parque de diversões onde menino morreu é interditado no Rio

Garoto de 10 anos foi eletrocutado ao encostar em brinquedo; local não tinha autorização de funcionamento

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2009 | 17h54

O parque de diversões Toy World na praça Guilherme da Silveira, em Padre Miguel, na zona oeste, foi interditado nesta segunda-feira, 26, segundo o Corpo de Bombeiros, porque não tinha autorização da Defesa Civil Estadual para funcionar. No domingo, o menino Alexandre da Silva, de 10 anos, morreu no fim da tarde depois de receber uma descarga elétrica ao encostar em um brinquedo do parque.   Veja também: Dois morrem eletrocutados no fim de semana no Rio   Como estava em uma praça, o parque não era cercado. Na hora do acidente, os brinquedos estavam parados. O garoto brincava de soltar pipa com um primo e amigos na tarde de domingo, quando encostou na grade de um dos brinquedos do parque e foi eletrocutado. A perícia feita pela polícia, de acordo com o delegado João Luiz Almeida e Costa, que investiga o caso, já constatou que o menino realmente morreu em razão da descarga elétrica. "Ele estava descalço e isso serviu como condutor de eletricidade", disse.   Alexandre morreu antes de chegar ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, para onde foi levado. O pai do menino, Cléber Tavares, de 31 anos, disse ao delegado que estava próximo aos jovens, mas que não viu na hora que ele foi ferido. "Ele disse que foi o sobrinho que o chamou e disse que o Alexandre estava duro e roxo no chão", contou o delegado. Logo depois da morte do garoto, o parque foi vistoriado pela polícia e por bombeiros, mas funcionou parte da noite.   Segundo o delegado, a advogada do parque, Roberta Fagundes, esteve na delegacia e informou que irá levar toda a documentação comprovando que o parque poderia funcionar. Ela negou que o menino tenha sido vítima de um choque elétrico. "Ainda vou ouvir o dono do parque, que está fora do Estado, e dei prazo de 48 horas para ela o apresentar e trazer toda a documentação", disse Costa.   Se for constatado que o parque foi omisso em sua montagem e algum erro provocou a morte do menino, o dono do parque, identificado até apenas como Afonso, pode ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).   Até o início desta noite, o Estado não havia conseguido contatar a advogada. Pela manhã, o parque foi desmontado. O menino foi enterrado no cemitério do Murundu, em Realengo, zona oeste.

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