Parque do Carmo será duplicado

O Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, vai dobrar de tamanho. O prefeito José Serra (PSDB) assinou hoje um decreto que torna um terreno de 5,5 milhões de metros quadrados, ao lado do parque, área de utilidade pública. Desse total, 1,5 milhão de metros quadrados devem ser utilizados na ampliação - o restante será destinado à criação de outro parque, mais voltado a estudos e preservação da fauna e da flora."Será uma área imensa incorporada ao lazer e aos parques de São Paulo", disse Serra, durante o lançamento do mapa das áreas verdes da cidade, no Parque do Ibirapuera. Segundo ele, o terreno hoje pertence à Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) e será repassado à Prefeitura como pagamento de uma dívida assumida pela administração Serra. "A gente já está pagando uma dívida da Cohab, então vai trocar pelo pagamento dessa dívida", explicou. O Centro Municipal de Campismo (Cemucam), único parque fora dos limites da cidade, também foi fruto de uma permuta entre a Prefeitura e a Cohab.O prefeito anunciou oficialmente a desapropriação de outras três áreas para formação de novos parques. Uma será na Avenida Paulista, onde funcionava um estacionamento clandestino - vai virar uma praça-parque. Outra é vizinha do Parque da Independência e a terceira área fica na região de Itaquera, na zona leste. "Com todos esses terrenos, a área verde oficial de cidade vai aumentar em 33%", disse Serra.No caso do terreno da Paulista, o prefeito pretende uni-lo a uma antiga casa vizinha que, segundo ele, pertence ao governo do Estado e também já está sendo negociada. "No futuro, aquilo lá vai se tornar um verdadeiro complexo cultural e de lazer." Serra não quis informar o custo das desapropriações. "A gente está querendo em alguns casos nem fazer a desapropriação, mas negociar a um preço menor. Aí não convém dizer qual seria o mínimo."Não há previsão para que os parques comecem a ser construídos, mas Serra garantiu que, assim que tiver os terrenos, a população já poderá freqüentá-los. "Os parques não ficam prontos todos de uma só vez. Normalmente a gente faz um terço do terreno e abre para o público, enquanto vai arrumando o resto", explicou o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge.

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