Marcos Arcoverde / Estadão
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Parte da coleção Werner é resgatada do Museu Nacional, diz professor da UFRJ

Renato Cabral Ramos, do Departamento de Geologia e Paleontologia da UFRJ, esteve no imóvel durante a tarde desta segunda-feira recolhendo as peças; minerais raros, embora afetados pelo incêndio, serão restaurados

Fábio Grellet, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2018 | 16h26

RIO - Minerais raros que integram a coleção Werner foram retirados do Museu Nacional e, embora afetados pelo incêndio, serão restaurados, afirmou nesta segunda-feira (3) o professor Renato Cabral Ramos, do Departamento de Geologia e Paleontologia da UFRJ, que esteve no imóvel durante a tarde desta segunda-feira, 3,  recolhendo as peças. "O departamento ficava no térreo, então, além do fogo em si, houve o desabamento dos outros pavimentos sobre ele", contou Ramos, que trabalha há 13 anos no museu.

"Essa coleção foi trazida para o Brasil pela família real", contou. "Vamos tentar recuperá-los da melhor forma". Segundo Ramos, os armários de metal que guardavam o acervo do departamento estão de pé, fechados e cobertos por entulho. "Primeiro precisaremos limpar o espaço, para ter acesso a eles. Como são rochas, minerais, é possível que dê para salvar alguma coisa", disse. Numa avaliação preliminar, ele calcula que consiga recuperar 25% a 30% do acervo. "Outros setores, como entomologia, perderam absolutamente tudo", lamenta.

"O museu nunca recebeu apoio, desde que se mudou pra cá, em 1892. Esse incêndio poderia ter ocorrido em 1893, 1910, em qualquer momento. Infelizmente foi agora, justamente quando o museu completou 200 anos", afirmou.

Ramos contou ter sido avisado sobre o incêndio por uma colega professora que mora nas imediações. "Moro em Laranjeiras (zona sul), peguei o carro e vim pra cá na esperança de que fosse algo localizado. Quando cheguei e vi a dimensão, comecei a chorar", afirmou.

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