Governo do Pará
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Governador do Pará decretará estado de emergência após queda de ponte

Balsa atingiu pilar da estrutura derrubando também dois veículos que passavam pelo local; incidente resultou em cinco desaparecidos até agora

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2019 | 10h11
Atualizado 07 de abril de 2019 | 06h48

SÃO PAULO - Parte da estrutura da ponte sobre o rio Moju, que fica na altura do quilômetro 48 da Alça Viária, no Pará, desabou na madrugada deste sábado, 6, após um de seus pilares ser atingido por uma balsa. Dois veículos que passavam pelo local, por volta das 2 horas da manhã, caíram no rio.  Pelo menos cinco pessoas estão desaparecidas após a queda. 

O governador Helder Barbalho (MDB) convocou  representantes de diversos órgãos da segurança pública para discutir ações para acelerar o resgate das vítimas do acidente. Pela manhã, o governador publicou vídeo nas redes sociais. Ele sobrevoou a área ao lado do coronel Dilson da Polícia Militar (PM), do coronel Hayman e do secretário de Segurança do Estado, Ualame Machado. 

Por causa da situação, o governador decretará ainda neste sábado estado de emergência. “Isso nos dará mais agilidade frente as demandas que estão surgindo”, justificou. 

Também como parte das providências tomadas pelo governo do estado, serão colocadas defensas – protetores de pilares – em todas as pontes do complexo da alça viária. “Essa ponte atingida não tinha defensa e nós havíamos colocado sinalização, que também não existia. Estamos em fase de contração das defensas, mas vamos fazer no critério de contratação de emergência por causa da excepcionalidade do caso”, afirmou o governador.

Barbalho também vai autorizar obras para que a Estrada do Quilombola seja uma alternativa para veículos de passeio e ônibus. “Isso vai requer a construção de uma ponte que já foi autorizada”, acrescentou. Esta foi a terceira vez que a ponte foi atingida por uma balsa.

A equipe de governo se reuniu na sede do Comando do Corpo de Bombeiros, em Belém. "É um dia triste após esse episódio lamentável. Neste momento, a nossa prioridade é agilizar as buscas pelas vítimas e dar total apoio às suas famílias", disse o governador. 

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai acionar judicialmente a empresa proprietária da balsa que colidiu com a ponte. Há dois meses, já é realizado trabalho de reparos na ponte que sofreu danos por constantes choques de embarcações.

 

Kory Melby, um consultor do agronegócio baseado em Goiania, afirmou que a ponte que caiu integra a principal rota rodoviária que conecta regiões produtoras de grãos do país com os portos na região norte. Melby disse que o tráfego de barcaças que chegam dos rios Tocantins e Amazonas não foi afetado pela queda da ponte, referindo-se às operações portuárias em Vila do Conde e Barcarena, no Pará.

Entre dez e vinte por cento da soja do país é exportada por via rodoviária até estes portos, afirmou. O supervisor administrativo do Porto de Vila do Conde, Willians Ribeiro, disse por telefone que o tráfego rodoviário até o porto deve ser afetado, mas há rotas alternativas. 

"Afetar a operação do porto, afeta, mas tem caminhos alternativos que é por dentro de Acará (PA). Isso aumenta um pouco a viagem. Querendo ou não, (a queda da ponte) afeta o porto porque aumenta um pouco o custo de combustível da viagem", afirmou Willians Ribeiro, supervisor administrado do porto de vila do conde. "Mas o porto não está bloqueado, está operando normalmente. Teremos uma visão mais clara sobre os impactos do acidente na ponte na segunda-feira", acrescentou.

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