CHRISTIAN RIZZI / FOTOARENA
CHRISTIAN RIZZI / FOTOARENA

PF busca assaltantes envolvidos em ataque no Paraguai; bando teria passado para o Brasil

Segundo informações da Polícia Federal, por volta do meio-dia houve novo confronto na altura do município de Itaipulândia (PR)

Denise Paro, Especial para o Estado

24 Abril 2017 | 14h57
Atualizado 24 Abril 2017 | 16h58

FOZ DO IGUAÇU - Cerca de 20 integrantes da quadrilha que assaltou a empresa de valores Prosegur durante a madrugada desta segunda-feira, 24, em Ciudad del Este, no Paraguai, conseguiu cruzar a fronteira e passar para o lado brasileiro por volta do meio-dia, pelo lago de Itaipu. A informação é da Polícia Federal.

Os bandidos entraram em confronto com agentes do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) durante a travessia em direção ao Brasil, na altura do município de Itaipulândia, a 70 quilômetros de Foz do Iguaçu.

Os policiais faziam patrulhamento do lago quando avistaram os assaltantes. Houve troca de tiros. A PF faz, na tarde desta segunda, buscas no lado brasileiro para tentar encontrar o bando. O patrulhamento no lago de Itaipu e Rio Paraná foi reforçado logo após o anúncio do ataque à empresa de Ciudad del Este.

Segundo a polícia paraguaia, os carros usados no roubo tinham placas do Brasil e alguns deles foram abandonados na fuga, no lado do Paraguai. Os assaltantes, ainda de acordo com a polícia daquele país a partir do depoimento de testemunhas, falavam português fluentemente, sem sotaque, e eram brasileiros.  Agora a polícia brasileira busca os assaltantes que atravessaram o Rio Paraná,  já no Brasil. 

O assalto. Ao menos 30 homens com armas de guerra invadiram o prédio da empresa de valores Prosegur, explodiram cofres e levaram US$ 40 milhões (cerca de R$ 120 milhões), na madrugada desta segunda-feira, 24, em Ciudad del Este, cidade paraguaia na fronteira com o Brasil. 

Segundo a imprensa do país vizinho, este pode ter sido o maior assalto da história do Paraguai. Armados com fuzis automáticos e metralhadoras ponto 50, os criminosos bloquearam ruas, incendiaram veículos e dispararam rajadas contra prédios públicos.

Acuada, a polícia pediu reforços e munições. Um policial do Grupo Especial de Operações da polícia paraguaia foi atingido e morto.


De acordo com a delegada Denise Duarte, que investiga o assalto, testemunhas disseram que a ação foi praticada por um "esquadrão do crime" e que os criminosos falavam em português.      

A suspeita é de que o assalto tenha sido praticado por grupos ligados a organizações criminosas brasileiras que disputam o controle da fronteira, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em nota, a Prosegur expressou pesar pela morte de um policial e ofereceu os pêsames à família. A companhia disse que "se preocupa com o nível de organização da quadrilha, sua capacidade de atuação e material bélico empregado pelo crime organizado nesta ação" e que, no momento, "não pode contribuir com mais nenhuma informação sobre o ocorrido para não interferir nas investigações policiais, mas reafirma que está colaborando com as autoridades policiais e judiciais nas investigações". 

"A Prosegur ainda informa que cumpre rigorosamente com todos os padrões de seguranças que se aplicam à gestão de numerário e custódia de valores em bases de logística, estabelecidos por grandes seguradoras de segurança", diz ainda a nota. 

 

 

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