Parte dos presos da Detenção está irritada com PCC

Parte da massa carcerária da Casa de Detenção está revoltada com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Apesar de temerem o grupo, muitos presos acham que a rebelião de domingo mexeu demais com a rotina do presídio. A irritação aumentou quando souberam da suspensão das visitas neste fim de semana.Com o discurso do governo de "endurecer", os detentos também temem perder regalias e alguns reclamam de ter de sobreviver comendo as quentinhas, refeições que geralmente odeiam. Isso porque sua comida foi distribuída aos parentes no domingo ou foi jogada no chão durante a revista dos agentes.O aumento da tensão no presídio prejudicou o tráfico de drogas e muitos presos temem conseqüências, caso haja novas rebeliões. "Eles estão aborrecidos e com medo de bater de frente com o Choque (a Tropa de Choque)", revela um parente que não quis se identificar.Na quarta-feira, alguns presos foram pedir a agentes que não entrem em greve nem abandonem a cadeia. "O tiro do PCC saiu pela culatra, pois o governo acordou para o problema e a massa está contra eles", diz um funcionário, que pediu que seu nome fosse omitido.Para o coordenador da Pastoral Carcerária, Armando Tambelli Júnior, o fato de os presos estarem irritados não significa que vão querer confronto com o PCC. "Isso é jogo do sistema e possivelmente todos eles estão mais satisfeitos do que insatisfeitos com a situação, pois se chamou a atenção para seus problemas."

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