Celso Junior/AE
Celso Junior/AE

Partido já discute nomes mais ''arejados'' para disputa de 2012

Mercadante seria nome natural para sucessão na capital, mas Palocci, [br]Haddad e Cardozo estão na bolsa de apostas

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2010 | 00h00

A angústia do PT ao tentar romper as barreiras no Estado de São Paulo passa pela discussão dos possíveis candidatos para disputar as eleições em 2012.

Um nome natural seria o de Aloizio Mercadante, mas entre as possibilidades já ventiladas no PT está a de cacifar o ex-ministro Antonio Palocci para a disputa da Prefeitura.

A hipótese é vista com descrença por alguns segmentos do partido, ainda que o nome de Palocci seja um dos preferidos do presidente Lula. A avaliação no PT é que se Palocci ocupar um ministério de Dilma Rousseff a partir de 2011, dificilmente concentrará suas energias numa disputa municipal. "Ele vai tentar se viabilizar para 2014", aposta um dirigente petista.

Já aliados do presidente acham que a tentativa de colocar Palocci num ministério fora da área econômica, como o da Saúde, embute as pretensões eleitorais para a disputa de 2012. Na pasta da Saúde, Palocci poderia ficar em maior evidência tratando de um tema considerado fundamental para a população.

Outros nomes apresentados como "arejados" são os do atual ministro da Educação, Fernando Haddad, e do deputado José Eduardo Martins Cardozo.

Haddad conta com a simpatia e a admiração de Lula, além de dialogar com os setores universitários e mais jovens, que o partido pretende atingir.

Já Cardozo, que fez a coordenação jurídica da campanha de Dilma e está entre os cotados para assumir o Ministério da Justiça, teria mais dificuldades com o PT paulista para se credenciar. Também com boa interlocução em setores de classe média alta e acadêmicos, o petista não é considerado um nome com bom trânsito dentro do partido.

Num ato com intelectuais e juristas na PUC de São Paulo em apoio a Dilma no segundo turno eleitoral, Cardozo foi saudado com gritos de "prefeito, prefeito" numa plateia formada basicamente por estudantes de direito.

Enquanto alguns dirigentes petistas pensam em novidades para o próximo embate eleitoral, aumentam no partido as resistências para o lançamento de Marta Suplicy em 2012.

"Nós devemos evitar esse debate de nomes em 2011. Isso não é nada saudável. O que devemos é priorizar a construção de uma agenda com a sociedade para aglutinar depois um nome", afirma o presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva.

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