Partido Militar nega ser ''retorno da ditadura''

O Partido Militar Brasileiro (PMB) cumpriu mais uma etapa legal para tentar efetivar sua criação. Ontem, foram publicados no Diário Oficial da União o programa e o estatuto do partido, uma das exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para criação de novas siglas no País.

Lilian Venturini, do estadão.com.br, O Estado de S.Paulo

07 de maio de 2011 | 00h00

O partido foi anunciado no início do ano pelo capitão da Polícia Militar de Ourinhos (SP) Augusto Rosa, idealizador da legenda. Em entrevista ao Estado, em fevereiro, ele disse que a orientação do PMB é de centro-direita e que a segurança, a principal bandeira. "Onde existe o caos, é o militar que dá jeito", disse.

No estatuto, o PMB refuta acusações de que representaria o "retorno da ditadura". "O passado revela erros e acertos dos militares brasileiros, como também o faz em relação a muitos daqueles que hoje desrespeitam o nosso país e o seu povo." O programa da sigla defende a democracia e os direitos humanos e prega a "disciplina partidária" como uma das pilastras da legenda.

Para concretizar a criação do PMB, faltam quatro etapas. Após fazer o registro no cartório cível de Brasília, a legenda terá de coletar ao menos 490 mil assinaturas de eleitores em um terço dos Estados. A partir daí, o TSE pode receber o pedido de registro.

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