Partidos concentram esforços na batalha pelos votos de São Paulo

No segundo dia de campanha oficial, os três principais candidatos ao Planalto concentram atividades no maior colégio eleitoral do Brasil, com 30 milhões de votos, e candidatos a governador promovem polêmica sobre pedágios nas estradas

, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2010 | 00h00

Os três principais candidatos ao Planalto cumpriram ontem intensa agenda de campanha em São Paulo. José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) participaram dessa batalha pelos 30 milhões votos do maior colégio eleitoral do Brasil ao lado dos candidatos de seus partidos ao governo do Estado.

A exemplo do primeiro dia, os ataques pessoais foram o ponto forte dos principais candidatos. Numa crítica ao estilo pessoal de Serra, tido como muito centralizador, Dilma disse que não é "daqueles que acham que são capazes de fazer tudo, daquele tipo orgulhoso, presunçoso". E arrematou dizendo: "Eu preciso de gente e de equipe." Em Campinas, o candidato tucano tornou a acusar sua rival de não se mostrar na campanha: "Candidato tem de se mostrar como ele é, com atitudes e defeitos, para que as pessoas conheçam (...) As pessoas são candidatas. Não são os comunicadores, nem o presidente Lula."

O tucano fazia assim uma referência, também, às confusões criadas pelo PT com a mudança, em cima da hora, do programa de governo que apresentou à Justiça Eleitoral. Embora muitos trechos do documento inicial tenham sido atenuados ? como os que tratam de reforma agrária, ou de aborto ? alguns itens radicais foram mantidos, a começar pelos que pedem maior presença do Estado nas áreas de comunicação e cultura. Curiosamente, na alteração sobre reforma agrária, foi sugerida até uma política de apoio ao agronegócio.

No Anhembi, a candidata Marina Silva, do PV, repetiu as duras críticas ao Código Florestal, recém-aprovado em comissão da Câmara.

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