Partidos montam time das ''iscas eleitorais''

É assim que médios e nanicos fermentam o eleitorado para superar a necessidade de arrumar até 120 mil votos para eleger parlamentares

Eugênia Lopes, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2010 | 00h00

Depois de rifar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência, o PSB prepara-se para tentar dobrar sua bancada na Câmara, investindo em candidatos que puxam voto, as chamadas "iscas" eleitorais, em outubro próximo.

A receita para conquistar uma votação recorde é antiga e simples: candidatos sem traquejo político, mas conhecidos nacionalmente. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, os socialistas decidiram lançar o ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca para a Câmara.

A expectativa do PSB é que, com Marcelinho Carioca no páreo, as chances de seus aliados se elegeram com menos votos serão maiores. Pelas previsões do partido, o ex-jogador deverá ter em torno de 500 mil votos, levando a reboque os comunistas e deputados do PR.

As chances de o PSB ter uma votação recorde aumentam mais ainda caso Gabriel Chalita, ex-secretário de Educação, desista de disputar o Senado e concorra à Câmara. A estimativa da cúpula socialista é que o partido eleja entre seis e sete deputados, caso Chalita resolva tentar uma cadeira de deputado federal.

Popularização. No Rio, o PSB aposta no também jogador de futebol Romário. Apesar de apoiar a reeleição de Sérgio Cabral para o governo, o partido não quer se coligar formalmente com o PMDB nas eleições para a Câmara. Com a expectativa de que Romário seja um dos deputados mais votados, o PSB acha que sozinho conseguirá eleger até cinco federais.

"Estamos nos popularizando sem vulgarizar. Acho que o Romário terá uns 350 mil votos", diz o presidente do PSB do Rio, deputado Alexandre Cardoso. E para conquistar votos nada como pôr o ídolo perto do eleitor. "Vou contratar professores de educação física, levá-los para ensinar em comunidades carentes. Aí o Romário vai. bate um pênalti. Já imaginou o sucesso disso?"

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